Nutritional status of peach trees in Brazil’s main commercial peach-growing region

Authors

  • Renan Navroski Universidade Federal de Pelotas, Pelotas, RS, Brasil. http://orcid.org/0000-0002-7854-6172
  • Jorge Atílio Benati Universidade Federal de Pelotas, Pelotas, RS, Brasil.
  • Caroline Farias Barreto Embrapa, Clima Temperado, Pelotas, RS, Brasil.
  • Lucas De Oliveira Fischer Universidade Federal de Pelotas, Pelotas, RS, Brasil.
  • José Francisco Martins Pereira Embrapa, Clima Temperado, Pelotas, RS, Brasil.
  • Gilberto Nava Embrapa, Clima Temperado, Pelotas, RS, Brasil.
  • Marcelo Barbosa Malgarim Universidade Federal de Pelotas, Pelotas, RS, Brasil.

DOI:

https://doi.org/10.5965/223811711942020407

Keywords:

fertilization, leaf analysis, nutrition diagnosis, Prunus persica

Abstract

O presente trabalho teve como objetivo caracterizar nutricionalmente plantas de pessegueiro na região produtora de Pelotas, RS. Foram amostrados 65 pomares de pessegueiros das cultivares Maciel, Granada, Esmeralda e Sensação nos municípios de Pelotas, Canguçu e Morro Redondo no ciclo produtivo de 2018. As amostras foliares, após secas e moídas, foram analisadas quanto aos seus teores de nitrogênio (N), fósforo (P), potássio (K), cálcio (Ca), magnésio (Mg), boro (B), cobre (Cu), ferro (Fe), manganês (Mn) e zinco (Zn) e os resultados foram apresentados em distribuições de frequência nas classes de suficiência indicadas para a cultura na região além da correlação entre os nutrientes. Observou-se maiores deficiências nos teores de nitrogênio, cobre, ferro e zinco. Entretanto, para a maioria das amostras, os teores de potássio encontraram-se na classe “acima do normal”, encontrou-se correlações entre P/Ca, P/Cu, Ca/P, Ca/Mg e Ca/B. É possível constatar a carência do uso de ferramentas para avaliar o estado nutricional dos pomares, principalmente a diagnose foliar, o que levou ao uso inadequado de fertilizantes e consequentemente um desbalanço nutricional das plantas.

References

AGROMET. 2018. Laboratório de Agrometeorologia, Embrapa Clima Temperado. Temperatura Média (°C) Mensal e Precipitação Média Mensal (mm), Período 2018. Disponível em: http://agromet.cpact.embrapa.br/. Acesso em: 22 mai. 2020.

ALVARES CA et al. 2013. Köppen’s climate classification map for Brazil. Meteorologische Zeitschrift 22: 711-728.

CARMO CAFS et al. 2000. Métodos de análise de tecidos vegetais utilizados na Embrapa Solos. Rio de Janeiro: Embrapa Solos. 41p. (Circular Técnica).

CQFS-RS/SC. 2016. Comissão de Química e Fertilidade do Solo. Manual de adubação e calagem para os estados do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina. 10.ed. Porto Alegre: SBCS. 376p.

FERREIRA LV et al. 2018. Adubação nitrogenada em ciclos consecutivos e seu impacto no manejo adensado de pessegueiro. Pesquisa Agropecuária Brasileira 53: 172-181.

FREIRE CJ da S & MAGNANI M. 2014. Adubação e correção do solo. In: RASEIRA MCB et al. (Ed.). Pessegueiro. Brasília: Embrapa. p. 259-281.

HOCKING B et al. 2016. Fruit calcium: transport and physiology. Frontiers in Plant Science 7: 569.

IBGE. 2018. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Produção agrícola municipal. Rio de Janeiro. Disponível em: http://www.sidra.ibge.gov.br/bda/tabela/protabl.asp?c=1613&z=&o=24&i=P. Acesso em: 09 mar. 2019.

JOHNSON RS. 2008. Nutrient and Water Requirements of Peach Trees. In. LAYNE DR & BASSI D. The Peach: Botany, Production and Uses. Wallingford: CABI. 615p.

JOHNSON RS & URIU K. 1989. Mineral nutrition. In: LARUE JH. Peaches, plums, and nectarines: Growing and handling for fresh market. Oakland: University of California. p. 68-81.

KANWAL S et al. 2008. Critical ratio of calcium and boron in maize shoot for optimum growth. Journal of Plant Nutrition. 31: 1535-1542.

LEITE RFC et al. 2011. Rendimento e qualidade de sementes de arroz irrigado em função da adubação com boro. Revista Brasileira de Sementes 33: 785-791.

MAYER NA et al. 2019. Pêssego, nectarina e ameixa: o produtor pergunta, a Embrapa responde. Brasília: Embrapa. 290p.

MAYER NA et al. 2016. Adensamento de plantio em pessegueiros ‘Chimarrita’. Revista de Ciências Agroveterinárias 15: 50-59.

MAYER NA et al. 2015. A morte precoce do pessegueiro associada à fertilidade do solo. Revista Brasileira de Fruticultura 37: 773-787.

NAVA G & CARVALHO FLC. 2019. Calagem, adubação e nutrição. In MAYER NA et al. Pêssego, nectarina e ameixa: o produtor pergunta, a Embrapa responde. Brasília: Embrapa. p.115-125.

NAVROSKI R et al. 2019a. Response of ‘Sensação’ peach trees to phosphate fertilization. Semina: Ciências Agrárias 40: 3345-3382.

NAVROSKI R et al. 2019b. Adubação fosfatada em pessegueiros: É preciso aplicar fósforo todos os anos? Jornal da Fruta 338: 7.

RIETRA RP et al. 2017. Effects of nutrient antagonism and synergism on yield and fertilizer use efficiency. Communications in soil science and plant analysis 48: 1895-1920.

ROBSON AD & PITMAN MG. 1983. Interactions between nutrients in higher plants. In: LAUCHILI A & BIELESKI RL. (Ed.). Inorganic plant nutrition. Berlin: Springer-Verlag. p.147-180.

ROMBOLÀ AD et al. 2012. Nutrição e manejo do solo em fruteiras de caroço em regiões de clima temperado. Semina: Ciências Agrárias 33: 639-654.

SEVERO PS. 2017. Os pêssegos não caem do céu: relações de trabalho na agricultura familiar no município de Pelotas/RS. Tese (Doutorado em Agronomia). Pelotas: UFPEL. 148p.

SHEAR CB & FAUST M. 1980. Nutritional Ranges in Deciduous Tree Fruits and Nuts. Horticultural Reviews 2: 142-163.

SHIKAMURA SE. 2006. Correlação. CE003 – Estatística II. Curitiba: UFPR. p.71-78.

TAGLIAVINI M et al. 2000. Ripartizione degli elementi minerali nei frutti degli alberi decidui. Rivista di Frutticoltura 62: 83-87.

TAYLOR KC. 2009. Cultural management of the bearing peach orchard. Georgia: The University of Georgia. 4p. Circular 879.

Published

2020-12-14

Issue

Section

Research Article - Science of Plants and Derived Products