Relações lineares entre incidência e severidade foliar da mancha marrom da cevada para determinação de limiares de ação

Lenita Agostinetto, Ricardo Trezzi Casa, Cristiano Sachs, Paulo Roberto Kuhnen Júnior, Amauri Bogo, Daiana Bampi

Resumo


A mancha marrom da cevada é de ocorrência comum e uma das principais doenças da cevada nas lavouras do sul do Brasil. A aplicação de fungicidas é uma medida eficiente de controle da doença, sendo indicado seu início quando a doença atinge 20% de incidência ou 2% de severidade nas folhas. Equações lineares preditivas da severidade em função da incidência da mancha marrom foram obtidas para a cultivar BRS Cauê, recentemente indicada para cultivo na região Sul. Os valores de intensidade da mancha marrom foram observados em experimentos de Limiar de Dano Econômico conduzido em lavoura comercial no município de Muitos Capões, RS, nas safras de 2009 e 2010. O delineamento experimental foi em blocos casualizados, com nove tratamentos e quatro repetições e utilizados para gerar o gradiente de intensidade da doença. A quantificação da incidência e severidade foliar foi realizada nos estádios de início de perfilhamento (EC 22), final do alongamento (EC 39) e início do espigamento (EC 56) em dez perfilhos coletados ao acaso por parcela. Os dados obtidos foram submetidos à análise de regressão. Os resultados mostraram que a severidade pode ser estimada com base na incidência e que 20% de incidência foliar correspondem à severidade 20 a 30 vezes inferior a indicada pela pesquisa (2%). Portanto, o limiar de ação com base na incidência de 20% é muito alto para iniciar o controle químico.

Palavras-chave


Bipolaris sorokiniana; Helmintosporiose; Hordeum vulgare; Intensidade de doença.

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Revista de Ciências Agroveterinárias (Rev. Ciênc. Agrovet.), Lages, SC, Brasil        ISSN 2238-1171