Fenologia e exigência térmica de videiras “Niágara Rosada” e “Branca” na região de Laranjeiras do Sul, PR

Andrea Pires, Cláudia Simone Madruga Lima

Resumo


O cultivo de videiras ocorre em várias regiões do Brasil, entretanto no estado do Paraná há carência de informações sobre a cultura especialmente na região de Laranjeiras do Sul. O estudo da fenologia é pertinente porque permite verificar as variações de respostas que as plantas podem dar de acordo com as mudanças climáticas do ambiente em que estão inseridas. Além disso, a partir do registro da duração dos estádios fenológicos, o produtor pode programar o manejo da cultura. Com isso, o objetivo neste trabalho foi registrar a fenologia e a exigência térmica das cultivares Niágara Rosada e Branca na região de Laranjeiras do Sul, PR. O experimento foi realizado em uma propriedade de agricultores familiares localizada em Laranjeiras do Sul, PR. As avaliações foram realizadas a cada dois dias, a partir da poda, sendo avaliados cinco estádios fenológicos: ponta verde; pleno florescimento (50% das flores abertas); grãos tamanho “ervilha”; início da compactação de cacho e maturação plena. O delineamento experimental utilizado foi em blocos casualizados (DBC) com 10 repetições. A unidade amostral era constituída de uma planta, totalizando 10 plantas por cultivar. Foi realizado análise de variância pelo teste F e, quando o efeito do tratamento foi significativo, realizou-se teste de comparação de médias (Tukey) (p≤0,05). Para “Niágara Branca” foi registrado ciclo de 124 dias e acúmulo térmico de 1273, 159 graus dias e para “Rosada”, 132,1 dias e 1425 GD. O ciclo, bem como o acúmulo de graus-dia da cultivar “Niágara Rosada” foi superior quando comparado ao da “Niágara Branca”, influenciando no manejo a ser realizado no período.

Palavras-chave


Vitis labrusca L., graus dia, clima.

Texto completo:

PDF

Referências


ANZANELLO R et al. 2012. Fenologia, exigência térmica e produtividade de videiras ‘Niágara branca’, ‘Niágara rosada’ e ‘Concord’ submetidas a duas safras por ciclo vegetativo. Revista Brasileira de Fruticultura 34: 366-376.

BAÊTA FC & SOUZA CF. 1997. Ambiência em edificações rurais: conforto animal. Viçosa: UFV. 246p.

BARBOSA JÚNIOR R et al. 2011. Caracterização fenológica de genótipos de uvas de mesa do Banco Ativo de Germoplasma da Embrapa Semiárido. Petrolina: Embrapa Semiárido. p. 179-186.

BETEMPS DL et al. 2014. Época de semeadura, fenologia e crescimento de plantas de fisális no sul do Brasil. Revista Brasileira de Fruticultura 36: 179-185.

BOTELHO RV et al. 2002. Brotação e produtividade de videiras da cultivar Centennial Seedless (Vitis vinifera L.) tratadas com cianamida hidrogenada na região noroeste do estado de São Paulo. Revista Brasileira de Fruticultura 24: 611-614.

BUSATO CCM et al. 2013. Fenologia e exigência térmica da cultivar de videira ‘Niágara Rosada’ produzida no Noroeste do Espírito Santo. Revista Trópica: Ciências Agrárias e Biológicas 7: 135-148.

CAVIGLIONE et al. 2000. Cartas climáticas do Paraná. Londrina: EMBRAPA. 6p.

CHAVARRIA G et al. 2007. Incidência de doenças e necessidade de controle em cultivo protegido de videira. Revista Brasileira de Fruticultura 29: 477-482.

DETONI AM et al. 2005. Uva Niágara Rosada cultivada no sistema orgânico e armazenada em diferentes temperaturas. Revista Ciência e Tecnologia de Alimentos 25: 546-552.

EICHHORN KW & LORENZ HK. 1977. Phänologische Entwicklungsstadien der Rebe. Quelle: Sonderdruck Der Deutsche Weinbau 1.

FOWLER JG. 2016. Indutores de brotação, fenologia e produção da videira cv. Fiano em Campo Largo-PR. Dissertação (Mestrado em Produção vegetal). Curitiba: UFPR. 62p.

HERNANDES JL et al. 2011. Fenologia e produção da videira “Niágara rosada” conduzida em manjedoura na forma de Y sob telado plástico durante as safras de inverno e verão. Revista Brasileira de Fruticultura 33: 499-504.

HERTER FG et al. 1998. Condições edafoclimáticas para instalação do pomar. In: MEDEIROS CAB & RASEIRA MCB. A cultura do pessegueiro. Brasília: EMBRAPA. p. 20-27.

IAPAR. 2016. Agrometereologia. Disponível em: http://www.iapar.br/modules/conteudo/conteudo.php?conteudo=2115. Acesso em: 08 jun. 2017.

IBGE. 2017. Levantamento Sistemático da Produção Agrícola. Porto Alegre: Secretaria Estadual da Agricultura. Disponível em: https://sidra.ibge.gov.br/home/lspa/brasil. Acesso em: 09 jun. 2017.

IPARDES. 2004. Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social. Leituras regionais: mesorregião geográfica Centro-Sul paranaense. Curitiba: IPARDES: BRDE. 139p.

IPARDES. 2011. Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social. Paraná em números. São Paulo. Disponível em: http://www.ipardes.gov.br/index.php?pg_conteudo=1&cod_conteudo=1. Acesso em: 09 jun. 2017.

KISHINO AY & CARAMORI PH. 2007. Fatores Climáticos e o Desenvolvimento da Videira. In: KISHINO AY et al. Viticultura Tropical: O sistema de produção do Paraná. Londrina: IAPAR. p. 59-86.

KOZLOWSKI LA. 2002. Período crítico de interferência das plantas daninhas na cultura do milho baseado na fenologia da cultura. Planta Daninha 20: 365-372.

MAIA AJ et al. 2013. Quebra de dormência de videiras cv. Benitaka com o uso de hidrolato de Pau-d’alho (Gallesia integrifolia). Revista Brasileira de Fruticultura 35: 685-694.

MANDELLI F et al. 2003. Fenologia da videira na serra gaúcha. Pesquisa Agropecuária Gáucha 9: 129-144.

MARTINS WA et al. 2014. Exigência térmica e produção da videira ‘Niagara Rosada’ em diferentes épocas de poda no Cerrado do Brasil. Revista de Ciências Agrárias 37: 171-178.

NAVES RL et al. 2005. Sistema de produção de uva de mesa no norte do Paraná. Bento Gonçalves: Embrapa Uva e Vinho. Disponível em: https://sistemasdeproducao.cnptia.embrapa.br/FontesHTML/Uva/MesaNorteParana/doencas. htm. Acesso em: 16 jul. 2018.

NEIS S et al. 2010. Caracterização fenológica e requerimento térmico para a videira “Niágara rosada” em diferentes épocas de poda no sudoeste goiano. Revista Brasileira de Fruticultura 32: 931-937.

NETO LCM & FILHO JAS. 2012. Desenvolvimento de videira “Niágara Rosada” podada em diferentes épocas. Revista de Agricultura 87: 165-171.

NETO LCM. 2012. Desenvolvimento de videira “Niágara Rosada” podada em diferentes épocas. Dissertação (Mestrado em Fitotecnia), Piracicaba: ESALQ. 66p.

NILSON TS. 2010. Influência do clima sobre os estádios fenológicos da videira e sobre a qualidade e quantidade da produção. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Tecnólogo em Enologia). Bento Gonçalves: IFRS. 53p.

OLIVEIRA AS et al. 2012. Determinação do tempo térmico para o desenvolvimento de mudas de eucalipto na fase de enraizamento. Revista Brasileira de Engenharia Agrícola e Ambiental 16: 1223-1228.

PEDRO JÚNIOR MJ & SENTELHAS PC. 2003. Clima e produção. In POMMER CV. Uva: tecnologia de produção, pós-colheita, mercado. Porto Alegre: Cinco Continentes. p. 63-107.

PEDRO JÚNIOR MJ et al. 1999. Indicação da época de pulverização para controle de doenças fúngicas em videira, cv. Niágara rosada, baseada em sistema fenológico- pluviométrico. Revista Brasileira de Agrometeorologia 7: 235-242.

PEDRO JÚNIOR MJ et al. 2007. Época de florescimento e horas de frio para pessegueiros e nectarineiras. Revista Brasileira de Fruticultura 29: 425-430.

PERUZZO NA et al. 2014. Necessidade de horas de frio para superação da endodormência em cultivares Vitis Labrusca L.. Embrapa Uva e Vinho: Bento Gonçalves. 5p.

REGINA MA. 2010. Influência da altitude na qualidade das uvas ‘Chardonnay’ e ‘Pinot noir’ em Minas Gerais. Revista Brasileira de Fruticultura 32: 143-150.

RIBEIRO DP et al. 2009. Desenvolvimento e exigência térmica da videira 'Niagara rosada', cultivada no Norte de Minas Gerais. Revista Brasileira de Fruticultura 31: 890-895.

RIBEIRO DP et al. 2010. Fenologia e exigência térmica da videira ‘Benitaka’ cultivada no norte de Minas Gerais. Revista Brasileira de Fruticultura 32: 296-302.

RIZZON LA & SGANZERLA VMA. 2007. Ácido tartárico e málico no mosto de uva em Bento Gonçalves-RS. Ciência Rural 37: 911-914.

SANTOS AO et al. 2011. Parâmetros fitotécnicos e condições microclimáticas para videira conduzida sob dupla poda sequencial. Revista Brasileira de Engenharia Agrícola e Ambiental 15: 1251-1256.

SILVA FCC et al. 2008. Caracterização química e determinação dos estádios fenológicos de variedades de videiras cultivadas no norte fluminense. Revista Brasileira de Fruticultura 30: 38-42.

TECCHIO MA. 2009. Efeito do ácido naftaleno acético e do cloreto de cálcio na redução das perdas pós-colheita em uva 'Niágara Rosada'. Revista Brasileira de Fruticultura 31: 53-61.

TONIETTO J & MANDELLI F. 2003. Uvas Viníferas para Processamento em Regiões de Clima Temperado. Brasília: EMBRAPA. Disponível em: https://sistemasdeproducao.cnptia.embrapa.br/FontesHTML/Uva/UvasViniferasRegioescli

maTemperedo/clima.htm. Temperado/clima.htm. Acesso em: 10 mai. 2017

VIEIRA FA & CARVALHO D. 2009. Maturação e morfometria dos frutos de Miconia albicans (Swartz) Triana (Melastomataceae) em um remanescente de floresta estacional semidecídua montana em Lavras, MG. Revista Árvore 33: 1015-1023.

VILLA NOVA NA et al. 1972. Estimativa de graus- dia acumulados acima de qualquer temperatura base em função das temperaturas máxima e mínima. Ciência da Terra 30: 1-8.

XAVIER RA & DORNELLAS PC. 2005. Análise do comportamento das chuvas no município de Arapiraca, região agreste de Alagoas. Geografia 14: 49-64.




DOI: http://dx.doi.org/10.5965/223811711732018336

Apontamentos

  • Não há apontamentos.


______________________________________________________________________________________________________________________________

Revista de Ciências Agroveterinárias (Rev. Ciênc. Agrovet.), Lages, SC, Brasil        ISSN 2238-1171