Práticas de controle e prevalência de helmintos gastrintestinais parasitos de bovinos leiteiros em Pindamonhangaba, São Paulo, Brasil

José Roberto Pereira

Resumo


Os objetivos do presente estudo foram realizar o levantamento das atividades de manejo utilizadas para controle dos helmintos gastrintestinais parasitos de bovinos leiteiros e diagnosticar a prevalência da infestação em animais jovens e adultos no município de Pindamonhangaba, Vale do Paraíba, Estado de São Paulo. O levantamento das práticas de controle foi feito mediante a aplicação de questionários aos pecuaristas. A maioria dos entrevistados (52,5%) declarou tratar os animais na estação seca do ano, entre maio e agosto. Os usos profilático (47,5%) e curativo (45,0%) foram a razão da aplicação dos antihelmínticos. Apenas 6,4% dos produtores procuraram orientação de médico veterinário para tratamento. Houve concentração das dosificações no primeiro ano de vida dos animais. Nenhum produtor admitiu tratar os animais com idade de um ano ou mais especificamente para controle da verminose. Quando o fazia, visava a população de carrapatos e moscas-do-chifre. Os produtos mais utilizados foram: ivermectinas (50,0%), levamisole (37,5%) e albendazole (12,5%), sendo a formulação injetável preferida (78,9%) à oral (21,1%). O peso dos animais utilizado para cálculo da dose quase sempre foi determinado por estimativa visual (95,0%). Pela análise coproparasitária evidenciou-se 50,7% (358/706) de animais com contagem de OPG positiva para ovos da Ordem Strongylida (média = 167,8 ± 355,5), sendo os animais jovens mais parasitados (média = 281,5 ± 461,5) quando comparados (p< 0,05) aos adultos (média = 52,3 ± 113,5). Conclui-se com o levantamento efetuado que as práticas de manejo adotadas pelos produtores da região (dosificações no período da seca, uso profilático, sem orientação técnica, possíveis subdosagens e pressão com ivermectina) podem favorecer o desenvolvimento da resistência aos anti-helmínticos utilizados.

Palavras-chave


Bovinos leiteiros; Helmintos; Controle; Manejo; Anti-helmínticos.

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Revista de Ciências Agroveterinárias (Rev. Ciênc. Agrovet.), Lages, SC, Brasil        ISSN 2238-1171