O ensino de teatro para idosas na periferia de santa maria/rs

Autores

  • Laís Jacques Marques Universidade do Estado de Santa Catarina

DOI:

https://doi.org/10.5965/1984317816012020295

Palavras-chave:

Ensino de teatro para idosas, Prática do oprimido, Teatro com a comunidade,

Resumo

Este estudo tem por objetivo relatar a prática de Teatro com idosas em uma comunidade da periferia de Santa Maria - RS. Com estas mulheres buscou-se promover um distanciamento crítico da realidade (vivenciada por elas), facilitada pela realização de uma oficina teatral, baseada na prática do Teatro e da pedagogia do oprimido freireano. O processo de escrita e reflexão sobre a trajetória da oficina, utilizou-se de cartografias (transduzindo a realidade e a prática teatral, em uma via dupla), conversas, leituras e discussões de textos com o grupo. Estes percursos nos levaram a operações significativas sobre o cotidiano das mulheres envolvidas, como mudanças nos hábitos corporais, na qualidade das relações humanas e, principalmente, na percepção da realidade que permeia a rotina de trabalho e lazer das idosas.

Biografia do Autor

Laís Jacques Marques, Universidade do Estado de Santa Catarina

Graduada em Artes Cênicas - Interpretação Teatral pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM - 2017). Atualmente cursa Licenciatura em Teatro pela instituição já referida, e Mestrado em Pedagogia do Teatro pela Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC - 2019). Atua principalmente nas áreas de Pedagogia do Teatro.

Referências

BRASIL, Leis de Diretrizes e Bases da Educação Nacional nº9394/96. Brasília, 1996.

________. Ministério da Educação. Proposta Curricular. Educação Para Jovens e Adultos. São Paulo/Brasília: 2001.

________. Presidência da República, Casa Civil. Estatuto do Idoso. LEI No 10.741, de 1º de outubro de 2003. Brasília: 2007. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2003/L10.741compilado.htm

BOAL, Augusto. Teatro do Oprimido e outras poéticas políticas. 2ª Ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1977.

_________. 200 Exercícios e jogos para o ator e o não-ator com vontade de dizer algo através do teatro. 4ª ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira S.A., 1982;

_________. Jogos para atores e não atores. 16 ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira S.A., 2014;

BOSI, Ecléa. Memória e sociedade. Lembrança dos velhos. 3ª ed. São Paulo: Companhia das Letras, 1994.

________. O tempo vivo da memória.Ensaios de psicologia social. 2ª ed. Ateliê Editorial, 2003.

DESGRANGES, Flávio. Pedagogia do Teatro. Provocações e dialogismo. São Paulo: Editora Hucitec, 2006.

ESTÉS, P. Clarissa. A ciranda das mulheres sábias. Rio de Janeiro. Rio de Janeiro, Rocco, 2011;

________. Mulheres que correm com os lobos. Mitos e histórias do arquétipo da Mulher Selvagem. Rio de Janeiro, Rocco, 2014;

FREIRE, Paulo. Pedagogia do oprimido. São Paulo, 17ª Ed. Paz e Terra, 1987;

_________. Pedagogia da autonomia: saberes necessários a prática educativa. São Paulo, 54ª Ed. Paz e Terra, 2016.

ROALYNM Suely. Cartografia ou de como pensar com o corpo vibrátil. Revista PUC SP. Disponível em: http://www.pucsp.br/nucleodesubjetividade/Textos/SUELY/pensarvibratil.pdf

Cartografia Sentimental, Transformações contemporâneas do desejo, Editora Estação Liberdade, São Paulo, 1989.

SPOLIN, Viola. Improvisação para o teatro. São Paulo: Perspectiva, 2010.

Downloads

Publicado

2020-02-24

Edição

Seção

DOSSIÊ CONTEXTOS E ESPECIFICIDADES DA INCLUSÃO: A ARTE COMO FIO CONDUTOR