Dizem as paredes: a escola pública como espaço de disputa e negociação de vozes e silêncios

Autores

DOI:

https://doi.org/10.5965/1984317816012020448

Palavras-chave:

Escola pública, Cultura Visual, Intervenção artística, Silenciamento,

Resumo

Este estudo consiste em um relato da experiência como professora de artes na rede municipal da cidade de São Paulo e das proposições de intervenções artísticas realizadas com estudantes do ensino fundamental II, como forma de ocupar o espaço da escola com as vozes das e dos estudantes e observar as repercussões e desdobramentos dessas ações. Partindo do aporte teórico da Cultura Visual para investigar sobre as imagens e a visualidade do ambiente escolar como atuantes na formação da subjetividade das e dos estudantes, assim como seu cotidiano e a forma como as relações se estabelecem dentro desse espaço, também é intenção desse artigo debater o entendimento das imagens que ocupam a escola como escolhas pedagógicas que dão visibilidade para determinados artefatos visuais ao mesmo tempo em que invisibilizam outros, assim como a relevância que elas podem ter na formação da voz e do silêncio das e dos estudantes. As considerações finais pretendem apontar possibilidades de entendimento das práticas artísticas e imagéticas como espaço de aprendizagem e experimentação que deve ser reconhecida e valorizada no cotidiano escolar.

Biografia do Autor

Marília Alves de Carvalho, Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho

Graduada pelo Instituto de Artes da Universidade Paulista Júlio de Mesquita Filho (IA – Unesp), mestranda no programa no Programa de Pós-graduação em Artes no mesmo instituto, São Paulo, SP, Brasil.

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Publicado

2020-02-24

Edição

Seção

DOSSIÊ CONTEXTOS E ESPECIFICIDADES DA INCLUSÃO: A ARTE COMO FIO CONDUTOR