Diorama Sensorial Interdisciplinar: uma viagem com a expedição Beagle, de Charles Darwin

Autores

  • Fernanda Maria Trentini Carneiro Instituto Federal de Santa Catarina
  • Alessandra Daniele da Silva Boos Instituto Federal de Santa Catarina
  • Vanessa Arlésia de Souza Ferretti Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul

DOI:

https://doi.org/10.5965/1984317816012020385

Palavras-chave:

Educação Inclusiva, Materiais adaptados, Exposição tátil, Acessibilidade, Interdisciplinaridade,

Resumo

O artigo apresenta um projeto interdisciplinar realizado com alunos dos primeiros anos dos cursos técnicos em química e informática do IFSC-Gaspar. A atividade objetivou a construção de dioramas sensoriais resultantes de uma pesquisa sobre a expedição Beagle, da qual participou Charles Darwin entre 1831 e 1836. Diorama é um tipo de maquete que apresenta de forma artística uma situação real, ou seja, uma representação tridimensional de uma cena. O diorama foi pensando como objeto sensorial de maneira a torná-lo acessível ao público geral e público de PcD, especificamente, pessoas com deficiência visual. Este trabalho envolveu as unidades curriculares de Artes, Biologia e Português e contou com o apoio da unidade curricular de História e do grupo de trabalho de materiais adaptados da instituição. Ao todo foram realizados vinte e dois dioramas relacionados a  vinte e duas localidades por onde Charles Darwin passou com a expedição. Os resultados apontam que o projeto interdisciplinar promove maior engajamento dos discentes com as práticas de pesquisa e de inclusão, bem como apropriação de conhecimentos de modo crítico e articulado às demandas sociais do tempo presente.

Biografia do Autor

Fernanda Maria Trentini Carneiro, Instituto Federal de Santa Catarina

Docente do IFSC-Gaspar e doutora em Artes Visuais pela UDESC.

Alessandra Daniele da Silva Boos, Instituto Federal de Santa Catarina

Educadora, bióloga e doutora em Paleontologia pela UFRGS.

Vanessa Arlésia de Souza Ferretti, Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul

Docente da UEMS e doutora em Linguística pela UFSC.

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Publicado

2020-02-24

Edição

Seção

DOSSIÊ CONTEXTOS E ESPECIFICIDADES DA INCLUSÃO: A ARTE COMO FIO CONDUTOR