Atendimento educacional especializado para microcefalia: uma reflexão para educação inclusiva

Autores

  • Simone Regina Alves de Freitas Barros Hospital Universitário de Alagoas
  • Pedro Henrique de Barros Falcão Universidade Estadual de Pernambuco

DOI:

https://doi.org/10.5965/1984317816012020216

Palavras-chave:

Educação Inclusiva, Microcefalia, Intervenção Precoce,

Resumo

Em 2015 ocorreu estado de emergência sanitária nacional devido a um surto em Pernambuco de neonatos com microcefalia. O objetivo desse estudo foi analisar as ações acerca do processo de inclusão de crianças com microcefalia no ensino regular. Foram selecionados estudos disponíveis nas bases de dados da SciELO e Google Acadêmico, no idioma português. Localizados 203 estudos, desses 196 não responderam à questão norteadora o que resultou na seleção de sete estudos. Observou-se nos estudos que a inclusão escolar desses alunos perpassa por diversos problemas: inadequação do ambiente físico, falta de recursos pedagógicos, materiais escolares necessários e profissionais especializados.  Ainda constatou-se a necessidade dos municípios e estados definirem políticas educacionais que possam garantir desde a matrícula em creche e pré-escolas à oferta de Atendimento Educacional Especializado. E, por fim, observou-se que os estudos sobre a inclusão escolar dos alunos com microcefalia ainda se encontram com pouca representatividade, sendo necessário um maior fomento em pesquisas que deem visibilidade a esse público, mas, também, é imprescindível investimento na formação dos recursos humanos para contribuírem na construção de melhores resultados frente ao processo de inclusão.

Biografia do Autor

Simone Regina Alves de Freitas Barros, Hospital Universitário de Alagoas

ENFERMEIRA.  MESTRE EM SAÚDE COLETIVA E GESTÃO HOSPITALAR. ESPECIALISTA EM SAÚDE PÚBLICA,  SAÚDE DA MULHER, ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM DOMICILIAR E MBA EM SAÚDE DO TRABALHADOR EM ORGANIZAÇÕES.

Pedro Henrique de Barros Falcão, Universidade Estadual de Pernambuco

BIOLÓGO. DOUTOR EM CIÊNCIAS DA EDUCAÇÃO. PROFESSOR DA UNIVERSIDADE ESTADUAL DE PERNAMBUCO.

Referências

ASHWAL, S. et al. Practiceparameter: evaluationof the childwithmicro cephaly (anevidence-basedreview): reportof the Quality Standards Subcommitteeofthe American Academyof Neurologyand the Practice Committeeof the Child Neurology Society. American Academyof Neurology, v. 73, n. 11, p. 887-897, 2009. Disponível em: <https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/ PMC2744281/>. Acesso em: 20 mai. 2018.

BALEOTTI, L. R.; ZAFANI, M. D. Terapia Ocupacional e tecnologia assistiva: reflexões sobre a experiência em consultoria colaborativa escolar. Caderno Brasileiro de Terapia Ocupacional. São Carlos, v. 25, n. 2, p. 409-416, 2017. Disponível em: <http://www.cadernosdeterapiaocupacional.ufscar.br/index.php/cadernos/article/view/1544/856>. Acesso em: 30 abr. 2019.

BARROS, S.M.M. Fortalendo a rede de apoio de mães no contexto da Sindrome Congênita do vírus Zika: Relatos de uma intervenção psicossocial e sistêmica. Nova Perspectiva Sistêmica. n. 58, p. 38-59, 2017.

BERODT,E. D. Microcefalia. Disponível em: <.http: www.compartir-educacionespecial.org>. Acesso em: 20 de abr. de 2019.

BRASIL. Lei nº 13.005, de 25 de junho de 2014. Aprova o Plano Nacional de Educação – PNE e dá outras providências. Diário Oficial [da] República Federativa do Brasil, Brasília, 26 jun. 2014. Disponível em: . Acesso em: 23 de abr. 2019.

BRASIL. Ministério da Educação. Diretoria de Políticas de Educação Especial. Nota técnica nº 25/2016. Orientações para o acolhimento dos bebês com microcefalia pela educação infantil. In: ______. A consolidação da inclusão escolar no Brasil: 2003 a 2016. Brasília: Ministério da Educação, 2016b, p. 46- 47. Disponível em: <http://www.ufpb.br/cia/contents/manuais/a-consolidacao-da-inclusao-escolar-no-brasil-2003-a-2016.pdf>. Acesso em: 23 abr. 2019.

BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria da Educação Especial. Política nacional de Educação Especial na perspectiva da educação inclusiva. Brasília, 2008. Disponível em: <http://portal.mec.gov.br/arquivos/pdf/ politicaeducespecial.pdf>. Acesso em: 20 de abr. 2019.

BRASIL. Nota Técnica Conjunta nº 02/2015. Orientações para a organização e oferta do Atendimento Educacional Especializado na Educação Infantil. Brasília, DF: MEC/SECADI/DPEE, 2015.

BRONFENBRENNER, U.; MORRIS, P. A. The ecologyofdevelopmental processes. In: DAMON, W.; LERNER, R. M. (Orgs.). Handbook of childpsy chology. Vol. 1: Theoretical models ofhuman development. New York: John Wiley, v.1, n.1,p. 993-1028, 1998.

BUENO, Roberto. Pedagogia da Música. v.1, Jundiaí: Keyboard, 2011.

COLL, C.; PALACIOS, J.; MARCHESI, A. Desenvolvimento psicológico e educação: necessidades educativas especiais e aprendizagem escolar. v. 3, p. 247. Porto Alegre: Artes Médicas, 1995.

DA SILVA, F. C; VITAL, M. D. S; SANTOS, R . C. C: DA CRUZ, T. A. R; CALHEIROS, D. S. Capacitação para profissionais de Educação Infantil sobre as necessidades educacionais de crianças com Síndrome Congênita do Vírus Zika e outras alterações neurológicas. Educação, Batatais, v. 8, n. 1, p. 57-71, jan./ jun. 2018.

DA SILVA, F. C. et al. Capacitação para profissionais de Educação Infantil sobre as necessidades educacionais de crianças com Síndrome Congênita do Vírus Zika e outras alterações neurológicas. Educação Batatais, São Paulo, v. 8, n. 1, p. 57-71, jan./ jun. 2018.

DA SILVA, I. S. Música e inclusão na educação infantil: uma perspectiva para o desenvolvimento da criança com microcefalia. Revista Includere. Rio Grande do Norte, v. 3. n. 1, 2017.

GÓES, M. C. R.; LAPLANE, A. L. F. Apresentação. In: GÓES, M.C. R.; LAPLANE, A. L. F. (Orgs.) Políticas e práticas de educação inclusiva. Campinas: Autores Associados. p. 1-5, 2004.

LIMA, R. R. A, et al. Inclusão do aluno com microcefalia: A realidade das escolas públicas e privadas de Pernambuco. IV Congresso Nacional de Educação. João Pessoa. 2017. Disponivel em:. Acesso em: 12 de mai. 2019.

MANTOAN, M.T. É.; et al. Inclusão Escolar: pontos e contrapontos. São Paulo: Sumus, 2006.

MARCELLI D; COEH, D. Infância e Psicopatologia. 8ª ed. Porto Alegre: Artmed, 2010.

MARINHO, F. Microcefalia no Brasil: prevalência e caracterização dos casos a partir do Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (Sinasc), 2000-1015, 2016. Disponível em: <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S2237-96222016000400701#aff1>. Acesso em: 12 de mai.2019.

MERCADO, E. L. O. Cenário das crianças com a síndrome congênita do Zika e suas famílias em Maceió: Caminhos para construção de políticas educacionais.VII ENCONTRO ALAGOANO DE EDUCAÇÃO INCLUSIVA. II ENCONTRO NORDESTINO DE INCLUSÃO NA EDUCAÇÃO SUPERIOR. Maceió, 2017. Disponível em: https:/www.google.com/search?ei=vz4tw4qyk8qkwgsj6qzwdg&q=cenário+das+crianças+com+a+síndrome+congênita+do+zika+e+suas+famílias+em+maceió >. Acesso em: 01 de mai. 2019.

MINISTÉRIO DA SAÚDE. Secretaria de Atenção à Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Plano Nacional de Combate ao Aedes aegypti e suas consequências. Orientações integradas de vigilância e atenção à saúde no âmbito da Emergência de Saúde Pública de Importância Nacional. 1ª versão. Brasília: Ministério da Saúde, 2016a. Disponível em: <http://combateaedes.saude.gov.br/ images/pdf/orientacoes-integradas-vigilancia-atencao.pdf>. Acesso em: 23 abr. 2019.

MOREIRA, A. S; SANTOS, H; COELHO, I. S. A música na sala de aula: A música como recurso didático. UNISANTA Humanitas, v. 3, n. 1,p. 41-61, 2014.

NEPOMUCENO, S; ALCANTARA, E. F. S. A Psicopedagogia em busca de ajuda à geração microcefalia. Volta Redonda - RJ: Rev. Episteme Transversalis. v.11, n.2, p.107-118, jul./dez.2017.

PETRUCCI, G. W; BORSA, J. C; KOLLER, S. H; PETRUCCI, G. W; BORSA, J. C., KOLLER, S. H. A Família e a escola no desenvolvimento socioemocional na infância. Trends in Psychology. Temas em Psicologia, v. 24, n. 2, p. 391-402, abr./jun, 2016.

SANTOS, D. R.; ROCHA, M. R. Inclusão de crianças com microcefalia na educação infantil: quais dificuldades encontradas pelos professores? Actas Del Congreso Iberoamericano de Docentes.ISBN: 978-84-948417-0-5. Artículo 1340. 2018. Disponível em: <http://congreso.formacionib.org/1340.pdf>. Acesso em 19 de mai. 2019.

SANTOS, M. M. S F. Inclusão na educação infantil: Microcefalia e a importância da estimulação precoce. WEBARTIGOS. 2016. Disponível em: <https://www.webartigos.com/artigos/inclusao-na-educacao-infantil-microcefalia-e-a-importancia/147340>. Acesso em 26 de abr. 2019.

SEIBT, M. T. S. Educação Especial e Inclusiva, um Novo Desafio Escolar: Microcefalia. Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento. Edição 9. Ano 02, Vol. 01. p. 130-147, dez. de 2017.

SERQUEIROS, L. Educar para solidariedade. Porto Alegre: Artes Médicas, 2000.

SILVA, K. S. A música na escola e seu papel pedagógico na educação infantil. Revista Even. Pedagóg, v. 7, n. 2, p. 359-370, jun./jul. 2016.

SOUZA, M. T.; SILVA, M. D.; CARVALHO, R. Revisão integrativa: o que é e como fazer. Revista Einstein, São Paulo, v. 8, n. 1, p. 102-106, 2010.

Downloads

Publicado

2020-01-01