A Voz de Rosinha Boca Mole: astúcia feminina e masculina

Autores

  • Cássia Macieira ATEBEMG, ABTB – UNIMA BRASIL (Belo Horizonte)

DOI:

https://doi.org/10.5965/2595034701192018061

Resumo

Esta pesquisa discute o caráter político da deformação verbal do personagem feminino no Teatro Popular de Mamulengo, disfarçada pela voz do bonequeiro. Este tipo de encenação caracteriza-se pela predominância do universo masculino, quando voz e fala femininas deveriam misturar-se, em uma ação provocadora para, juntas, compor o jogo cênico e acionar a imaginação do espectador. Entende-se que há transgressão do mamulengueiro, tanto no travestimento da voz quanto em outras “diabruras”, podendo ser um gesto prosaico como uma resposta a certas exigências da vida comum (práxis). Procura-se entender se a voz e a fala do personagem feminino são uníssonas − nos modos político e estético − e se podem ser percebidas como “astúcia”. Para tanto, investigou-se a fala de Rosinha Boca Mole na voz de Danilo Cavalcante, do Grupo Mamulengo da Folia.

Palavras-chave: Mamulengo. Artefato. Boneca.

Biografia do Autor

Cássia Macieira, ATEBEMG, ABTB – UNIMA BRASIL (Belo Horizonte)

Doutora em Literatura Comparada pela UFMG (2014). Mestra em Artes Visuais (2001). Bonequeiraatriz, foi pesquisadora-visitante no Institut International de la Marionnette em Charleville-Mézières (2000). Bacharel em Cinema de Animação e Gravura e licenciada em Letras. Membro do Grupo de Pesquisa Intermidialidades (UFMG) e Membro da ATEBEMG, ABTB – UNIMA BRASIL.

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Publicado

2018-11-30

Como Citar

Macieira, C. (2018). A Voz de Rosinha Boca Mole: astúcia feminina e masculina. Móin-Móin - Revista De Estudos Sobre Teatro De Formas Animadas, 1(19), 061-073. https://doi.org/10.5965/2595034701192018061