O Valor do Produto de Moda por Agentes Artificiais

Autores

DOI:

https://doi.org/10.5965/18083129152021e0030

Palavras-chave:

Moda., Inteligência artificial, Aprendizado do computador, Vestuário, Semiótica

Resumo

O avanço das tecnologias tem possibilitado grandes evoluções em relação ao desenvolvimento de máquinas inteligentes. Para tanto, sua programação e lógica pode ser entendida por meio dos processos semióticos que acontecem nos seres humanos. Através de interpretações de signos, as máquinas organizam informações e tomam decisões, possuindo a capacidade de aprender. Na moda, os sistemas de escolhas são complexos, pois envolvem tanto fatores materiais como intangíveis. Esse sistema de valor se estabelece em qualquer momento da cadeia produtiva e dependem especificamente dos pesos que os usuários dão para cada fator que pode variar de acordo com seu estilo de vida, cultura ou crenças. O objetivo deste artigo foi realizar uma análise crítica e reflexiva em que se discute o valor do produto de moda na vida dos usuários a ponto de se tornarem passíveis de serem escolhidos por um agente externo e artificial. Acredita-se que considerando todos os níveis de circunstâncias, condições e fatores de uso a quantidade de variáveis na tomada de decisão tende ao infinito, fazendo assim com que, até o momento, seja improvável que os agentes artificiais possam gerar valor para o produto de moda da mesma forma como os seres humanos.

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Biografia do Autor

Gabriela Kuhnen, Universidade do Estado de Santa Catarina/ Universidade Federal de Santa Catarina/ Estácio SC

Doutorando no PPG Design da Ufsc, Mestra em Design pela Udesc (2017), Graduada em Bacharelado em Moda e Pós Graduada em Moda: Produção e Criação pela Universidade do Estado de Santa Catarina (2002 e 2006). Atuou no mercado de trabalho como Estilista por mais de 10 anos. Leciona na Udesc como professora substituta da graduação em Moda (2013 à 2016 e 2019 à atual) e na Estácio SC (2018 à atual).

Richard Perassi Luiz de Sousa, Universidade Federal de Santa Catarina

Doutor em Comunicação e Semiótica pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (2001), Mestre em Educação pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (1995), Bacharel e Licenciado em Artes pelo curso de Educação Artística da Universidade Federal de Juiz de Fora (1986). Realizou pós-doutorado no Instituto de Arte e Design (IADE/Lisboa, 2015). Atualmente, é professor titular na Universidade Federal de Santa Catarina, lecionando nos cursos de graduação em Design e Animação, também, nos cursos de mestrado e doutorado dos programas de pós-graduação em Design (Pós Design/UFSC) e Engenharia e Gestão do Conhecimento (PPEGC/UFSC). Anteriormente, de 1986 a 2006, foi professor de Arte e Arte Educação na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS). Dispõe de amplo currículo como artista plástico, atuou como Chefe da Coordenadoria de Cultura Universitária (UFMS, 1990 a 1994) e como Secretário de Estado de Cultura de Mato Grosso do Sul (1999). É professor, pesquisador e produtor experiente nas áreas de Artes Visuais, Arte Educação, Comunicação, Semiótica e Design. É líder do grupo de pesquisa Significação da marca, informação e comunicação organizacional (SIGMO/UFSC/CNPq). Entre outras produções, é autor dos livros: Mídia do Conhecimento: Idelas sobre Mediação e Autonomatopéia (SIGMO/UFSC, 2019); Do Ponto ao Pixel: Sintaxe Gráfica no Videodigital (CCE/UFSC, 2015) e Roteiro Didático da Arte na Produção do Conhecimento (EDUFMS, 2005).

Gilson Braviano, Universidade Federal de Santa Catarina

Gilson Braviano é Doutor em Matemática Aplicada pela Université Joseph Fourier (Grenoble-França, 1995), Mestre em Engenharia de Produção, na área de Pesquisa Operacional, pela Universidade Federal de Santa Catarina (Florianópolis, 1990) e Licenciado em Matemática pela mesma instituição (Florianópolis, 1987). Desde 1995, trabalha no Departamento de Expressão Gráfica da Universidade Federal de Santa Catarina, integrando a classe titular e atuando em disciplinas como Desenho Geométrico, Geometria Descritiva, Métodos de Representação e Métodos de Pesquisa. Trabalhou por seis anos na Pró-Reitoria de Cultura e Extensão e é docente permanente no Mestrado e Doutorado em Design da UFSC. Suas áreas de interesse envolvem métodos de representação, ambientes virtuais de aprendizagem e o uso de estatísticas para análise de dados. Foi tutor do grupo PET Conexões de Saberes da UFSC por seis anos, preside a ABEG - Associação Brasileira de Expressão Gráfica - desde 2009, é editor da RBEG - Revista Brasileira de Expressão Gráfica (rbeg.net) - e integra, no INEP / MEC, o Banco de Avaliadores das Instituições Brasileiras de Ensino Superior. 

Referências

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Publicado

2021-11-10

Como Citar

KUHNEN, G.; SOUSA, R. P. L. de; BRAVIANO, G. O Valor do Produto de Moda por Agentes Artificiais. DAPesquisa, Florianópolis, v. 16, p. 01-10, 2021. DOI: 10.5965/18083129152021e0030. Disponível em: https://periodicos.udesc.br/index.php/dapesquisa/article/view/16942. Acesso em: 8 dez. 2021.

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