Estratégias de combate à corrupção nas escolas primárias e secundárias angolanas: caminhos e perspectivas

Autores

  • Alexandre Antonio Timbane Universidade de Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira- Campus dos Malês Instituto de Humanidades e Letras http://orcid.org/0000-0002-2061-9391
  • Agostinho Inácio de Andrade Alfredo Universidade de Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira, instituto de Humanidades e Letras, campus dos Malês (BA) http://orcid.org/0000-0001-9354-3845

DOI:

https://doi.org/10.5965/19843178172021e0016

Palavras-chave:

Educação, Corrupção, Ensino, Governo

Resumo

A educação é a base do crescimento e do desenvolvimento de qualquer sociedade. Em Angola não é exceção embora o país tenha alcançado a independência em  1975. A situação da corrupção na escola primária e secundária angolana é preocupante porque reduz a qualidade de ensino e provoca descredibilidade da escola. Onde há corrupção o profissionalismo não atinge os níveis desejados.  A pesquisa visa identificar os fatores que contribuem para a corrupção; (ii) discutir as políticas públicas de combate a corrupção; (iii) propor caminhos para a melhoria da responsabilidade cívica e moral das escolas por forma a combater “esquemas” de corrupção. Utilizando o método bibliográfico se concluiu que é necessário que o Governo de Angola adote políticas educacionais que ajudem na melhoria da qualidade de ensino. É importante que o Governo aposte na formação dos professores com qualidade, melhorando as condições infraestruturais das escolas, fato que vai diminuir a procura de vagas de matrícula. Os pais devem assumir a responsabilidade da escola participando do processo escolar e apoiando os professores e os alunos. As escolas devem receber todo apoio do Governo por forma a que a educação não forme analfabetos funcionais.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Alexandre Antonio Timbane, Universidade de Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira- Campus dos Malês Instituto de Humanidades e Letras

Pós-Doutor em Estudos Ortográficos pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho-UNESP (2015), Pós-Doutor em Linguística Forense pela Universidade Federal de Santa Catarina-UFSC(2014), Doutor em Linguística e Língua Portuguesa (2013) pela UNESP, Mestre em Linguística e Literatura moçambicana (2009) pela Universidade Eduardo Mondlane – Moçambique (UEM). É Licenciado e Bacharel em Ensino de Francês como Língua Estrangeira (2005) pela Universidade Pedagógica-Moçambique (UP). 

Agostinho Inácio de Andrade Alfredo, Universidade de Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira, instituto de Humanidades e Letras, campus dos Malês (BA)

Pesquisador angolano, Bacharel em Interdisciplinar em Humanidades, no Instituto de Humanidades e Letras da Universidade de Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (UNILAB), campus dos Malês (BA)

Referências

ANGOLA. Constituição da República de Angola. Luanda, 2010.

ANGOP. Agência Angola Press. Angola tem 25 por cento de analfabetos. 17. Nov.2017.

ANGOLA. O perfil de Angola. Luanda: Portal Oficial do Governo de Angola. Disponível em: < http://www.governo.gov.ao/opais. aspx>. Acesso em: 04 mar.2019.

ANGOLA. Constituição da República.Luanda: Assembleia Nacional, 2010.

ANGOLA, Código Penal.http://www.parlamento.ao/documents/506145/0/PROP.+LEI+C%C3%93DIGO+PENAL.p. Acesso em: 04 mar.2019.

ANGOLA PRESS: Executivo prepara reformulação do sistema educativo. Youtube.16 outubro 2017. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=q6Yi6LrXnlM. Acesso em 10 fev. 2018.

AFRICA21ONLINE. Ranking: países mais corruptos do mundo. Editoria Estudos. 13 ago.2018. Disponível em: <http://www.africa21online.com/artigo. php?a=22487&e=Estudos>. Acesso em: 04 mar.2019.

ANGOLA. 11 compromissos com a criança: para um futuro melhor, cuidemos da criança. V Fórum Nacional sobre a Criança. Luanda: Conselho Nacional da Criança, 2011.

ALVES, V. F. C.. Montesquieu: Republicanismo e Corrupção Politica. Princípios, Revista de Filosofia. p.185-216, mai. /ago. 2017.

ABDULA, R. A. M.; TIMBANE, A. A.; QUEBI, D. O. As políticas linguísticas e o desenvolvimento endógeno nos PALOP. RILP. IV Série n.31, 2017, p.23-46.

BREI. Z. A. A corrupção: causas, consequências e soluções para o problema. Revista de Administração pública. Rio de Janeiro, v.30, n.3, p.103-15. Mai. /jun.1996.

BONFIM, F.C. J. O combate à corrupção nos ordenamentos jurídicos do Brasil e de Portugal. 101p. Mestrado em Direito, Ciências Jurídico-Económicas, Universidade do Porto, Porto, 2013.

EURONEWS. Lourenço mobiliza Angola para ‘combate feroz’ à corrupção e ao nepotismo. Disponível em: < https://www.youtube.com/watch?v=U7TXj-tBzz0>. Acesso em: 05 mar.2019.

INSTITUTO NACIONAL DE ESTATÍSTICAS. Resultados Definitivos do Recenseamento Geral da População e da Habitação de Angola. Luanda: INE, 2016.

FRADE, A.M.D. A corrupção no Estado Pós-colonial em África. Duas visões literárias. Porto: Centro de Estudos Africanos da Universidade Porto. 2007.

GASPAR, A. A educação formal e a educação informal em ciência. In: MASSARANI, L.; MOREIRA, I. de C., BRITO, F. (Org.). Ciência e público. Rio de Janeiro: Ed.UFRJ, 2002, p.171-183.

HOUAISS, A.; VILLAR, M. S; MELLO FRANCO, F.M. Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa. Rio de Janeiro: Objetiva, 2009.

INSTITUTO NACIONAL DE ESTATÍSTICA. Recenseamento geral de População. Luanda: INE, 2014.

KI-ZERBO, J. Para quando África. Entrevista com René Holenstein. Trad. Carlos Aboim de Brito. Rio de Janeiro: Pallas, 2006.

LEI DE BASE. Ministério da Educação. Lei de bases do sistema educativo. Lei 13/01, Luanda: Assembleia Nacional, 31 de dezembro de 2001.

LORENTE, V. Corrupção no Brasil e estratégias de Combate. Revista brasileira de estudos da função pública. Belo horizonte, ano 5, n.14, p 203-257, maio/ago. 2016.

LIBERATO, E. Avanços e Retrocessos da Educação em Angola. Revista Brasileira de Educação. Universidade Agostinho Neto. Luanda-Angola v.19, n.59 Out-Dez 2014.

MANDELA, Nelson. Education is the most powerful weapon which you can use to change the world. Voices Rising. v.455, n.1, dec.2013. Disponível em: < http://resdac.net/documentation/pdf/voice_rising_mandela.pdf >.Acesso em: 31 jul.2019.

MAYEMBE, N. Reforma educativa em Angola: A Monodocência no Ensino primário em Cabinda. 301p. Belo Horizonte, Faculdade da Educação da UFMG, 2016.

MIRANDA, F. L. Unificando os conceitos de corrupção: uma abordagem através da nova metodologia dos conceitos. Revista Brasileira de ciência política, nº 25, Brasília, janeiro-abril de 2018.

MARTINS, M. Corrupção: um mal a combater na democracia angolana. Justiça do Direito. V.28, n.2, p.425-438, jul. /dez.2014.

MORAIS, R. Corrupção em Angola, branqueamento de capitais em Portugal e impacto sobre os direitos humanos. 2013. Disponível em: < https:// www.makaangola.org>. Acesso em: 05 set. 2018.

MOTA, C.G. Educação, contraideia e cultura. São Paulo: Globo, 2011.

NGULUVE, A. K. Política Educacional Angolana: organizações, desenvolvimento e perspectivas. São Paulo, SP: s.n 2006.

OLIVEIRA, S. de. Olhar a pobreza em Angola: causas, consequências e estratégias para a sua erradicação. Ciências Sociais. Unisinos v.48, n.1.p. 29-40, jan. /abr. 2012.

PACHECO, L.; COSTA, P. TAVARES, F. O. História económico-social de Angola: do período pré-colonial á independência. Porto: CEPESE, 2018.

SUAPESQUISA.COM. População da Suécia. 2019. Disponível em: <https://www.suapesquisa.com/paises/suecia/populacao.htm>. Acesso em: 04 mar.2019.

NAÇÕES UNIDAS. Angola Map. N.3727, Rev.4. Department of Field Support. Ago.2008.

TIMBANE, A. A.; FERREIRA, L. B. A família, a escola e o aluno: quem ensina o que e para quê? JORGE, W. J. (Org.). Abordagens teóricas e reflexões sobre a educação presencial a distância e corporativa. Maringá: Uniedusul, 2019. p.198-214.

TIMBANE, A. A. VICENTE, J. G. Políticas públicas e linguísticos: estratégias e desafios no combate ás desigualdades sociais em Moçambique.Revista Brasileira de Estudos Africanos. V.2, n.4, p.114-163, jul. /dez.2017.

TPA ONLINE. Falta de vagas preocupa pais e encarregados de educação no Lubango, Huila. 2019. Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=GztEzHcqWfA >. Acesso em 04.mar.2019.

UNICEF, Angola. Educação no OGE 2016. Disponível em: «www.unicef.org/angola”. Acesso dia 20 jan. 2019.

UNICEF/ANGOLA. O acesso a uma educação de qualidade é um direito. Luanda, 2015. Disponível em: <https://www.unicef.org/angola/educacao>. Acesso em: 04 mar.2019.

VELLUT, J-L. A bacia de Congo e Angola. In: AJAYI, J. F. A de. (Org.). História geral da África, VI: África do século XIX à década de 188. Brasília: UNESCO, 2010. p.343-376.

ZAU, F. Angola: Trilho para o desenvolvimento. Universidade aberto, cidade Lisboa. Ed Universidade Aberta. 2002.

Downloads

Publicado

2021-12-02

Como Citar

TIMBANE, A. A.; ANDRADE ALFREDO, A. I. de. Estratégias de combate à corrupção nas escolas primárias e secundárias angolanas: caminhos e perspectivas. Revista Educação, Artes e Inclusão, Florianópolis, v. 17, p. e0016, 2021. DOI: 10.5965/19843178172021e0016. Disponível em: https://periodicos.udesc.br/index.php/arteinclusao/article/view/15114. Acesso em: 18 maio. 2022.