Jeroky: gesto de um corpo filosófico e um processo de criação em dança

Autores

DOI:

https://doi.org/10.5965/1414573101572026e0104

Palavras-chave:

filosofia, poesia, dança, corporeidade, Jeroky

Resumo

Este trabalho realiza uma reflexão sobre a ideia de jeroky (Papá, 2021) — palavra guarani traduzida como dança, mas que apresenta um sentido distinto da experiência ocidental — como um exercício em que a espantografia (Pucheu, 2021) é o operador metodológico. A espantografia — a grafia ou escrita do espanto — é entendida aqui como ato performático linguageiro em que se borram as fronteiras entre música, poesia, filosofia, performance e dança no fluxo do gesto encarnado. Defendendo uma postura — filosófica e poética — de abertura para a surpresa e o espanto, o artigo apresenta uma perspectiva para processos de criação em dança, tendo jeroky como modo de pensarfazer a partir da experiência com a performance Pomo (2012).

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Biografia do Autor

Irene Milhomens da Mota, Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro

Mestranda em Educação pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO). Especialização em Pós-Graduação Lato Sensu em Conscientização do Movimento e Jogos Corporais pela Faculdade Angel Vianna (FAV). Graduação em Dança pela FAV. Graduação em Letras – Português e Literaturas de Língua Portuguesa pela Universidade do Rio de Janeiro (UFRJ). Profa. substituta de dança no CAp-UFRJ e na rede privada de ensino.

 

                                                                                                   

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Publicado

29-04-2026

Como Citar

MOTA, Irene Milhomens da. Jeroky: gesto de um corpo filosófico e um processo de criação em dança. Urdimento - Revista de Estudos em Artes Cênicas, Florianópolis, v. 1, n. 57, p. 1–25, 2026. DOI: 10.5965/1414573101572026e0104. Disponível em: https://periodicos.udesc.br/index.php/urdimento/article/view/27908. Acesso em: 30 abr. 2026.

Edição

Seção

Dossiê Temático: As artes vivas e o Antropoceno/Capitaloceno II