Compostagem para um solo fértil: processo e poética no espetáculo galhada
DOI:
https://doi.org/10.5965/1414573101572026e0103Palavras-chave:
antropoceno, compostagem, dramaturgia atorialResumo
Relatam-se aspectos da peça solo galhada, em tempos de fissura. O processo envolveu colaboração artística nos eixos de dramaturgia, visualidade, atuação, movimento e sonoridade. Compostagem é metáfora para essa criação coletivizada que extrapolou funções estanques e preestabelecidas, e em que matérias e alteridades inventivas e críticas atritaram e se imiscuíram em humosidade cênica. Tal termo se conecta à temática do espetáculo, que discute a devastação em curso no Antropoceno. Em cena, opera-se com princípios de dramaturgia atorial e elementos da peça-palestra em uma poética performativa que fricciona pesquisa corporal, música ao vivo, sons pré-gravados e imagens em vídeo.
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