As Escolas de Circo no Brasil e a presença das mulheres na formação circense

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DOI:

https://doi.org/10.5965/1414573101462023e0109

Palavras-chave:

circos, formação circense, mulheres no circo, escolas de circo - Brasil

Resumo

A abertura das escolas de circo no Brasil favoreceu uma amplitude para a aprendizagem dos saberes circenses e abrigaram uma dimensão interdisciplinar dessas práticas, apresentando-se como proposta à formação de novos artistas circenses. Para expandir esse diálogo, este artigo visa refletir sobre a formação do circense brasileiro e os desdobramentos pedagógicos desenvolvidos por Amercy Marrocos e Delisier Rethy, que trabalharam como professoras em escolas de circo no Brasil, demonstrando que era possível formar pessoas nascidas “fora da lona”. Essas mestras colocaram às avessas muitos valores depositados à presença da mulher no universo circense e construíram narrativas sob referenciais femininos na formação e na pedagogia dos saberes do circo, ampliando a influência das artes circenses na cena brasileira.

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Biografia do Autor

Eliana Rosa Correia, São Paulo State University

Doutoranda em Artes, pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (UNESP). Mestrado em Comunicação e Semiótica, pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC/SP). Graduação em Artes Cênicas – Direção Teatral, pela Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP).

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Publicado

2023-04-27

Como Citar

CORREIA, Eliana Rosa. As Escolas de Circo no Brasil e a presença das mulheres na formação circense. Urdimento: Revista de Estudos em Artes Cênicas, Florianópolis, v. 1, n. 46, p. 1–22, 2023. DOI: 10.5965/1414573101462023e0109. Disponível em: https://periodicos.udesc.br/index.php/urdimento/article/view/23252. Acesso em: 21 abr. 2024.

Edição

Seção

Dossiê Temático: Artes do Palhaço, Artes do Circo, Circo-Teatro e Comicidade