Prisões e Ativismo na Pandemia: Como os Sobreviventes do Encarceramento Transformam o Significado de Participação Cívica

Autores

  • Ashley Lucas Universidade de Michigan
  • Alexandra Friedman Universidade de Michigan
  • Efrén Paredes

DOI:

https://doi.org/10.5965/14145731033920200104

Palavras-chave:

Prisão, Ativismo, Cidadania, Boletim informativo da prisão, Web series, Programação artística da prisão

Resumo

Em meio à pandemia de COVID-19, pessoas atualmente e anteriormente encarceradas no estado de Michigan, nos Estados Unidos, estão fazendo parceria com escritores e artistas do mundo livre para se tornarem mais visíveis neste momento de crise. Este artigo analisa três estudos de caso (o boletim MYLIFEMATTERSTOO, a série da web Living on Loss of Privileges e a programação por correspondência no Prison Creative Arts Project) em que pessoas na prisão e aquelas que foram recentemente libertadas estão usando sua criatividade e redes apoiantes para fazerem valer as suas vozes e direitos. Ao fazê-lo, eles insistem que são cidadãos que participam ativamente das comunidades do mundo livre.

Biografia do Autor

Ashley Lucas, Universidade de Michigan

Professora associada de Teatro e Drama do Residential College na Universidade de Michigan (UM). Ela é ex-diretora do Prison Creative Arts Project (Projeto de Artes Criativas Prisionais) e principal investigadora do Carceral State Project. Seu livro Prison Theatre and the Global Crisis of Jail (Teatro na Prisão e a Crise Global de Encarceramento) [Bloomsbury, 2020] examina as maneiras pelas quais as pessoas encarceradas usam o teatro para neutralizar as forças desumanas da prisão. Lucas também é autora de uma peça etnográfica sobre as famílias dos prisioneiros intitulada  Doin' Time: Through the Visiting Glass (Cumprindo Pena: Através do Vidro de Visitas), que ela já apresentou como espetáculo solo nos EUA e na Irlanda, no Brasil e no Canadá. Ela dirige o PCAP Brazil Exchange — um programa de intercâmbio com a Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro e a Universidade do Estado de Santa Catarina — levando estudantes para o Rio e para Florianópolis todos os verões a fim de fazer trabalhos teatrais dentro de presídios, hospitais e comunidades.

Alexandra Friedman, Universidade de Michigan

Assistente de pesquisa do Carceral State Project (Projeto Estado Carceral) da Universidade de Michigan (UM) e atualmente é produtora associada da websérie Living on Loss of Privileges: What We Learned in Prison. (Vivendo com a Perda de Privilégios: O que Aprendemos na Prisão?). Graduou-se recentemente pela UM com mestrado duplo em Serviço Social e Música. Durante seus estudos, Friedman se concentrou em explorar como a música pode ser usada como ferramenta para o empoderamento e crescimento comunitário.

Efrén Paredes

Jornalista, líder e agente de mudanças em justiça social, está preso em Michigan há 31 anos. Ele tem falado em eventos em campi universitários em todo o país por telefone e frequentemente aparece em TV/rádio/podcasts discutindo questões de justiça criminal, Estudos Negros e Latinos e resolução de conflitos. Seus escritos de justiça social também são destaque em vários sites e blogs. Para saber mais sobre Efrén visite http://fb.com/Free.Efren.

Referências

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Publicado

2020-12-23

Como Citar

LUCAS, A.; FRIEDMAN, A.; PAREDES, E. Prisões e Ativismo na Pandemia: Como os Sobreviventes do Encarceramento Transformam o Significado de Participação Cívica. Urdimento - Revista de Estudos em Artes Cênicas, Florianópolis, v. 3, n. 39, p. 1-24, 2020. DOI: 10.5965/14145731033920200104. Disponível em: https://periodicos.udesc.br/index.php/urdimento/article/view/19107. Acesso em: 2 dez. 2021.

Edição

Seção

Dossiê temático: Artes da Cena atrás das grades