A REGIONALIZAÇÃO COMO INSTRUMENTO DE ORDENAÇÃO DO TERRITÓRIO

Autores

  • Maria Teresinha de Resenes Marcon Urbannus Consultoria e Planejamento

Resumo

Este artigo procura compreender como a regionalização foi utilizada como instrumento de ordenação do território brasileiro, a partir de pesquisa bibliográfica, dos anos sessenta até o final da década de oitenta. Com base no aporte teórico da ciência regional e da geografia quantitativa e sob a influência do avanço do processo de industrialização, da expansão da urbanização e da ampliação da infraestrutura, entre outros fatores, o IBGE, na década de sessenta, elabora uma divisão regional fundamentada não somente nos fatores naturais, mas nas características geoeconômicas, que passam a ser inseridas em um sistema espacial classificatório, uniforme e hierárquico: as regiões homogêneas. Instaura-se, assim, um processo de regionalização de caráter geopolítico, que atende aos objetivos do planejamento governamental e do sistema estatístico nacional. Em 1988 o IBGE estuda a dinâmica espacial, suas transformações decorrentes do processo socioeconômico e do sistema de engenharia implantado no país, sem deixar de lado os fatores naturais, para propor uma revisão da divisão regional: 137 mesorregiões e 558 microrregiões geográficas e no Estado de Santa Catarina, 06 mesorregiões e 20 microrregiões geográficas, em lugar das microrregiões homogêneas. Palavras-chave: Região. Regionalização. Mesorregiões. Microrregiões homogêneas e geográficas.

Biografia do Autor

Maria Teresinha de Resenes Marcon, Urbannus Consultoria e Planejamento

Geógrafa pela UFSC. Doutora em Geografia, área de Desenvolvimento Regional e Urbano. Professora de Pós-Graduação e Consultora em Desenvolvimento Urbano

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Publicado

2012-12-19

Como Citar

Marcon, M. T. de R. (2012). A REGIONALIZAÇÃO COMO INSTRUMENTO DE ORDENAÇÃO DO TERRITÓRIO. PerCursos, 13(2), 169-187. Recuperado de https://periodicos.udesc.br/index.php/percursos/article/view/2679

Edição

Seção

Artigos Demanda Contínua