A necessidade de resiliência nas cidades perante o desafio das mudanças climáticas

Autores

DOI:

https://doi.org/10.5965/1984724622492021152

Palavras-chave:

cambio climático, urbanismo, resiliencia, riesgo, desastre

Resumo

O presente artigo menciona uma perspectiva normativa onde a resiliência urbana é estabelecida como uma solução parcial frente o risco de desastres, propondo também uma maior consciência das potenciais consequências das mudanças climáticas e expondo dados preocupantes sobre as incidências e oscilações globais de temperatura, elevação do nível do mar, derretimento do gelo, etc., que pouco a pouco estão progredindo rumo a um caminho que vai ser fatal, tanto para a natureza, como para o ambiente urbano e a vida das pessoas. O urbanismo resiliente ganha cada vez mais relevância, pois, além de tentar tratar o problema da exposição ao risco nas cidades, o conceito está relacionado a medidas para aumentar a capacidade de prevenção e adaptação de um território, ou população, diante de riscos, catástrofes e situações desfavoráveis que uma sociedade suporta ou pode vir a suportar e, acima de tudo, foca na transformação que isso gera. Entretanto, a questão apresenta inúmeros desafios que devem ser analisados e discutidos para que as aplicações sejam bem sucedidas, pois a maioria da população mundial acabará vivendo em áreas urbanizadas, sendo crítico e urgente avaliar, planificar, monitorar e aplicar a resiliência urbana, especialmente nos países de baixa renda, os quais podem vir a ser os mais afetados diante a esse
cenário.

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Biografia do Autor

Isabela Beatriz Rufato Machado, Universidad de Salamanca– USA

Doutoranda em Geología y Riesgos Ambientales na Univ.  de Salamanca– USAL - España. Arquiteta e urbanista em Modos Arquitetura em Palencia - Espanha e Estagiária na ONU-Habitat in the City Resilience Global Programme – CRGP -  Barcelona, Espanha.

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Publicado

2021-09-10

Como Citar

RUFATO MACHADO, I. B. A necessidade de resiliência nas cidades perante o desafio das mudanças climáticas. PerCursos, Florianópolis, v. 22, n. 49, p. 152 - 170, 2021. DOI: 10.5965/1984724622492021152. Disponível em: https://periodicos.udesc.br/index.php/percursos/article/view/19551. Acesso em: 30 nov. 2021.