Filosofia de uma pessoa coletiva

Autores

  • Paulo Alexandre Marcelino Malafaia Colégio Pedro II

DOI:

https://doi.org/10.5965/1984724622482021083

Palavras-chave:

Krenak, Ailton, 1953, Sujeito (Filosofia), Ancestralidade, Etnofilosofia, Xamanismo, Ecologia política

Resumo

O texto apresenta a atuação filosófica de Ailton Krenak (1953– ) a partir da ideia de sujeito coletivo ou pessoa coletiva. Para isso, questiona-se uma espécie de senso comum ocidental que considera o labor filosófico como algo que se realiza individualmente; e as noções de ancestralidade, memória e tradição vêm à baila para procurar elucidar a forma com que o autor em tela propõe outra lida com o repertório intelectual e cultural de diversos temas da Filosofia. A partir disso, percorre-se uma série de seus textos, a fim de indicar as relações entre sua memória ancestral e alguns temas que aparecem em sua produção filosófica.

Biografia do Autor

Paulo Alexandre Marcelino Malafaia, Colégio Pedro II

Doutor em Filosofia pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro – PUC/RJ. Professor do Colégio Pedro II.

Referências

BENSUSAN, Nurit. Do que é feito o encontro. Brasília: IEB: Mil folhas, 2019.

DESCARTES, René. Discurso do método. São Paulo: Martins Fontes, 2007.

DUSSEL, Enrique. 1492: o encobrimento do outro: a origem do mito da modernidade. Petrópolis: Vozes, 1993.

GROSFOGUEL, Ramón. A estrutura do conhecimento nas universidades ocidentalizadas: racismo/sexismo epistêmico e os quatro genocídios/epistemicídios do longo século XVI. Revista Sociedade e Estado, Brasília, v. 31, n. 1, , p. 25-49, jan./abr. 2016.

KRENAK, Ailton. A gente resiste de um lugar fundado na nossa memória. In: FUNDAÇÃO BIENAL DE SÃO PAULO (org.); VISCONTI, Jacopo Crivelli (curadoria). Primeiros ensaios: publicação educativa da 34ª Bienal de São Paulo. São Paulo: Bienal de São Paulo, 2020a. p. 97-105.

KRENAK, Ailton. A vida não é útil. São Paulo: Companhia das Letras, 2020b.

KRENAK, Ailton. Ideias para adiar o fim do mundo. 2. ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2020c.

KRENAK, Ailton. Ailton Krenak. Lisboa: OCA, 2019a. (Coleção Tembetá).

KRENAK, Ailton. Depoimento. Olympio, Belo Horizonte, n. 2, p. 18-42, 2019b.

KRENAK, Ailton. O tradutor do pensamento mágico. Revista Cult, São Paulo, n. 251, ano 22, p. 10-17, nov. 2019c.

KRENAK, Ailton. Antes, o mundo não existia. In: NOVAES, Adauto (org.). Tempo e história. São Paulo: Companhia das Letras: Secretaria Municipal de Cultura, 1992. p. 201-204.

KRENAK, Ailton. Ecologia política. Ethnoscientia, Altamira, v. 3, n. 2, p. 1-2, 2018. Número Especial.

KRENAK, Ailton. Encontros. Rio de Janeiro: Azougue, 2015.

KRENAK, Ailton. História indígena e o eterno retorno do encontro. In: LIMA, Pablo (coord.). Fontes e reflexões para o ensino de história indígena e afro-brasileira. Belo Horizonte: UFMG – Faculdade de Educação, 2012. p. 114-31.

KRENAK, Ailton. O eterno retorno do encontro. In: NOVAES, Adauto (org.). A outra margem do Ocidente. São Paulo: Companhia das Letras, 1999. p. 23-31.

KRENAK, Ailton. O resgate do mundo mágico. WORCMAN, Karen; PEREIRA, Jesus Vasquez (orgs.). História falada: memória, rede e mudança social. São Paulo: SESC SP: Museu da Pessoa: Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, 2006. p. 48-55.

MEIRELLES, Maurício. Nossos mundos estão em guerra. Olympio, Belo Horizonte, n. 2, p. 11-17, 2019.

ØDEMARK, John. Touchstones for sustainable development: indigenous peoples and the anthropology of sustainability in Our Common Future. Culture Unbound, Norrköping, v. 11, p. 369-393, 2019.

Downloads

Publicado

2021-05-21

Como Citar

Malafaia, P. A. M. (2021). Filosofia de uma pessoa coletiva. PerCursos, 22(48), 083 - 108. https://doi.org/10.5965/1984724622482021083