A lua, o lobo, o copo de vinho e o coração selvagem da arte

Autores

DOI:

https://doi.org/10.5965/2175234613302021066

Palavras-chave:

artista, arte, linguagens, processos de arte, juízo de valor

Resumo

A partir de fragmentos de um recorte autobiográfico, o texto procura, não responder, mas dialogar com a questão proposta pelo editor: “o que me/nos/vos motiva em arte?”. Sob a perspectiva da fenomenologia de Heidegger, parte da análise ontológica do Ser-aí, o modo de ser do ente que somos, em seus aspectos constituintes, para estendê-la ao ser do artista e da arte. Para isso, busca estender o diálogo às genealogias que afetam eletivamente o autor em sua relação prática e teórica com a arte, assim como com as condições contextuais que envolvem a produção, circulação e recepção do trabalho de arte na sociedade contemporânea, seus limites e contingências. Finalmente, debruça-se sobre o momento atual e recente do trabalho de seu autor, de modo a mergulhar em busca dos interesses e motivações que levam a sua realização, assim como ao trânsito entre linguagens do campo ampliado da arte e de campos afins.

Biografia do Autor

Ricardo Maurício Gonzaga, Universidade Federal do Espírito Santo

Ricardo Maurício Gonzaga é artista plástico e performático e professor associado do DAV e do PPGA da UFES. Mestre (2001) e doutor (2005) em Linguagens Visuais pelo PPGAV/UFRJ, tem pós-doutorado pelo PPECA/UFF (2017). ID Lattes: 1991586309948453

Referências

BAUMAN, Zygmunt. O mal-estar da pós-modernidade. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1998.

BÜRGER, Peter. Teoria da vanguarda. São Paulo: Cosac Naify, 2012.

CABANNE, Pierre. Marcel Duchamp: engenheiro do tempo perdido. São Paulo: Perspectiva, 2008.

CASTELNUOVO, Enrico. Retrato e sociedade na arte italiana: ensaios de história social da arte. São Paulo: Companhia das Letras, 2006.

CHEVALIER, Jean; GHEERBRANT, Alain; LAFFONT, Robert. Dictionaire des symboles. Paris: 1990.

CUSK, Rachel. Arlington Park. São Paulo: Companhia das Letras, 2007.

DANTO, Arthur C. Arte sem paradigma [1994]. Arte & Ensaios. Rio de Janeiro. Ano VII, n. 7, 2000.

DE DUVE, Thierry. Kant depois de Duchamp. Arte & Ensaios. Rio de Janeiro. Ano V, n. 5, 1998.

DELEUZE, Gilles; GUATTARI, Félix. Mil platôs: capitalismo e esquizofrenia, v.1. São Paulo: ed. 34, 1995.

DEWEY, John. Arte como experiência. São Paulo: Martins, 2010.

FLUSSER, Vilém. Prétextos para a poesia. In: Cadernos RioArte, ano 1, nº 3, 1985.

FLUSSER, Vilém. Texto/ Imagem enquanto Dinâmica do Ocidente. In Cadernos RioArte, Ano II, nº 5, 1996.

FRANCASTEL, Pierre. Pintura e Sociedade. São Paulo: Martins Fontes, 1990.

GONZAGA, Ricardo Maurício. As duas faces da moeda: arte e política no regime estético da contemporaneidade. REVISTA POIÉSIS, v. 18, 2018.

GONZAGA, Ricardo Maurício. Arte ampliada, sujeito indeterminado: metamorfoses da subjetividade frente ao conceito de participação na arte contemporânea. 2017, (inédito).

GONZAGA, Ricardo Maurício. Read Me, Ready Me: a caixa-preta do ser em tempo real. Arte & Ensaios, v. n. 13, 2006.

GONZAGA, Ricardo Maurício. Do profano ao sagrado: o corpo catalisador e o trânsito do sentido. In: Anais do VI Fórum Bienal de Pesquisa em Artes: corpos entre artes/artes entre corpos. Belém, 2013.

GONZAGA, Ricardo Maurício. Read me, ready me: o corpo atual em processo de anamnese. In: Anais do 2º Seminário interseções: corpo e memória. Recife: Editora Universitária, 2012.

GONZAGA, Ricardo Maurício. Significâncias indiciais alegóricas. In: Inês Araújo. (Org.). Indícios. 1ed. Rio de Janeiro: UERJ, Instituto de Artes, 2016.

JUDD, Donald. Objetos específicos. In: Escritos de artistas: anos 60/70. Ferreira, Glória; Cotrim, Cecília (seleção e comentários). Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2006.

HEIDEGGER, Martin. Ser e Tempo – Parte I. Petrópolis: Vozes, 2002.

KHAYYÁM, Omar. Rubáiyát: memória de Omar Khayyám. São Paulo: Editora UNESP, 2012.

JOYCE, James. Retrato do artista quando jovem. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1971.

LA FONTAINE, Jean de. Fábulas de La Fontaine. São Paulo: Edigraf, 1957.

SARAMAGO, José. A jangada de pedra. Rio de Janeiro e São Paulo: Record, s.d.

Entrevistas:

Pano-de-roda, entrevista com Cildo Meirelles em 10/8/2000. In Arte & ensaios, UFRJ, ano VII, nº 7, 2000.

Sites:

http://g1.globo.com/pop-arte/flip/noticia/2010/08/arte-existe-porque-vida-nao-basta-diz-ferreira-gullar.html (acesso em 13/12/2019).

Downloads

Publicado

2021-05-01

Como Citar

Gonzaga, R. M. (2021). A lua, o lobo, o copo de vinho e o coração selvagem da arte. Palíndromo, 13(30), 66-83. https://doi.org/10.5965/2175234613302021066