AS REGRAS DA ARTE E A QUEDA DA AURÉOLA: REFLEXÕES SOBRE O VALOR DA ARTE E LITERATURA HOJE

Autores

  • Eloisa da Rosa Oliveira Universidade Federal de Santa Catarina

DOI:

https://doi.org/10.5965/21752346102202018106

Resumo

A arte ainda é sagrada? Existe em torno da arte uma auréola divina? Este artigo aborda o tema da distinção existente entre a arte ordinária e extraordinária e os caminhos que a avaliação da arte tem tomado em nossa sociedade pós-moderna. Como escopo do estudo, o foco foi dado ao campo da arte literária, sem deixar de lado questões pertinentes ao campo das artes visuais. A problematização maior aqui se deu naquilo que diz respeito ao julgamento do gosto e sacralização de obras artísticas, buscando entender como estão colocadas as regras da arte hoje nos campos citados, sobretudo no Brasil. Para isso, o ponto chave do debate se apoia em Pierre Bourdieu – mais especificamente em suas obras Distinção e As regras da arte – para pensar no valor da obra de arte hoje, na “autonomia” do artista e, por último, na perspectiva do leitor de obras literárias e sua relação com essas classificações (arte e não arte) que acabam, por vezes, classificando seu próprio gosto cultural. O objetivo central do estudo foi, portanto, desdobrar os temas aqui expostos a fim de compreender melhor o lugar da arte dentro de alguns dispositivos de poder, que, por vezes, exercem uma violência simbólica ao reforçar a distinção entre grupos sociais com diferentes gostos culturais.

 

Palavras-chave: Distinção cultural, Literatura, Valor, Arte.

 

Biografia do Autor

Eloisa da Rosa Oliveira, Universidade Federal de Santa Catarina

Mestre e doutorando em Teoria Literária pela Universidade Federal de Santa Catarina, professora do curso de Letras da Universidade do Extremo Sul Catarinense.

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Publicado

2018-10-25

Edição

Seção

Artigos Seção aberta