Encontros entre o Grupo Galpão, Eid Ribeiro e Nelson Rodrigues: a encenação de Álbum de família

Autores

DOI:

https://doi.org/10.5965/1414573104492023e0105

Palavras-chave:

Grupo Galpão, Eid Ribeiro, teatro popular, Álbum de Família

Resumo

Este artigo discute a encenação de Álbum de família promovida pelo Grupo Galpão de Belo Horizonte, em 1990. Criado em 1982 e reconhecido como um dos mais importantes grupos de teatro do país, o Galpão possui longa trajetória e inúmeras encenações que dialogam com questões sociais pela chave do popular. A montagem do texto dramático de Nelson Rodrigues, sob direção de Eid Ribeiro, marcou a carreira do grupo, especialmente por ser um espetáculo trágico. Neste texto, debatemos o projeto da montagem, a importância da obra de Nelson Rodrigues e o sentido de sua releitura em BH no início da década de 1990.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Rodrigo de Freitas Costa, Universidade Federal do Triângulo Mineiro

Estágio pós-doutoramento junto ao Programa de Pós Graduação em História da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Doutorado, mestrado e graduação em História pela Universidade Federal de Uberlândia. Professor Associado do Departamento de História da Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM - Uberaba-MG). Professor Permanente do Programa de Pós-Graduação em História da Universidade Federal de Uberlândia (UFU). 

Referências

ÁLBUM de Família estreia hoje. O Estado de Minas, Belo Horizonte. 19 dez. 1990. Segunda Seção, p. 1. Segunda Seção.

ALVES, Junia; NOE, Marcia. O palco e a rua: a trajetória do teatro do Grupo Galpão. Belo Horizonte: Editora PUC MG, 2006.

DEPOIMENTOS V. Rio de Janeiro: Ministério da Educação e Cultura, Secretaria da Cultura, Serviço Nacional de Teatro, 1981.

GARROCHO, Luiz Carlos. Eid Ribeiro: notas sobre um autor. In: RIBEIRO, Eid. Coleção Eid Ribeiro, v.1 – Livro I Teatro. Belo Horizonte: Javali, 2016, p. 315-331.

GOMES, Edmundo de Novaes. Teatro político em Belo Horizonte: entre a resistência e a persistência. 2013. Tese (Doutorado em Artes) -Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, 2013.

GRUPO Galpão volta ao palco e mostra peça de Nelson Rodrigues. Hoje em dia, Belo Horizonte. 19 dez. 1990. Cultura, p. 1. Cultura.

GUSMÃO, Henrique Buarque de. Ficções purificadoras e atrozes: Entre a crônica e o teatro de Nelson Rodrigues. Rio de Janeiro: 7 Letras: Faperj, 2022.

GUSMÃO, Henrique Buarque de. “Toda nudez, sem amor, será castigada”: o sentido proposto por Nelson Rodrigues a uma de suas peças mais controversas. Revista Tempo, Niterói Vol. 27, n. 2, Maio/Ago. 2021.

LUIZ, Macksen. Poética desagradável. Jornal do Brasil, Rio de Janeiro. 27 abr. 1991, p. 9. Caderno B.

MAGGIOLLI, Ailton. Negócios da fé, com muito humor e malícia. Tribuna de Minas, 04 nov. 1988, s/p.

MOREIRA, Eduardo. (Org.). Grupo Galpão: tempos de viver e de contar. São Paulo: Edições Sesc de São Paulo, 2021.

MOREIRA, Eduardo. Grupo Galpão: uma história de encontros. Belo Horizonte: DUO Editorial, 2010.

MOREIRA, Eduardo. Textos de rua. Belo Horizonte: Autêntica/PUC Minas, 2007.

NEVES, Vitória. A mágica do ator que respira, vive e se alimenta de teatro. Estado de Minas, Belo Horizonte. 16 jun. 1991, p. 8. Segunda Seção.

RIBEIRO, Eid. O teatro sai de cena e vai à rua. O Estado de Minas, Belo Horizonte. 04 jan. 1989. Segunda Seção, s/p.

SADER, Eder. Quando novos personagens entraram em cena: experiências e lutas dos trabalhadores da grande São Paulo: 1970-1980. São Paulo: Paz e Terra, 1988.

SARRAZAC, Jean-Pierre. Crítica do Teatro I: da utopia ao desencanto. Tradução de Letícia Mei. São Paulo: Editora Temporal, 2021Á.

Publicado

2023-12-13

Como Citar

COSTA, Rodrigo de Freitas. Encontros entre o Grupo Galpão, Eid Ribeiro e Nelson Rodrigues: a encenação de Álbum de família. Urdimento: Revista de Estudos em Artes Cênicas, Florianópolis, v. 4, n. 49, p. 1–27, 2023. DOI: 10.5965/1414573104492023e0105. Disponível em: https://periodicos.udesc.br/index.php/urdimento/article/view/24343. Acesso em: 20 abr. 2024.

Edição

Seção

Dossiê Temático: Nelson Rodrigues no chão do palco