
Imaginando corporeidades vulneráveis no Capitaloceno: a criação de
2415
e Movimentos Tentaculares
Marcela Pereyra Páez | Juliana M. R. de Moraes
Florianópolis, v.1, n.57, p.1-22, abr. 2026
Imaginando corporeidades vulneráveis no Capitaloceno: a criação de
2415
e Movimentos
Tentaculares1
Marcela Pereyra Páez2
Juliana M. R. de Moraes3
Resumo
Este artigo discute como a dança e a educação somática podem tensionar o ideário do
“supercorpo” e propor corporeidades vulneráveis no enfrentamento ao Capitaloceno. A partir
de referências como Haraway, Krenak e Tsing, e de práticas inspiradas em Klauss Vianna,
Martha Graham e na convivência com seres tentaculares, como minhocas de composteira,
a pesquisa culminou na criação da prática corporal Movimentos Tentaculares e da obra
cênica
2415
. Essas experiências exploraram a vulnerabilidade como potência e questionaram
hierarquias antropocêntricas, mobilizando o público para refletir sobre futuros multiespécie.
Palavras-chave
: Capitaloceno. Dança. Educação somática. Criação. Cena.
Imagining vulnerable corporeality’s in Capitalocene: the creation of
2415
and Tentacular Movements
Abstract
This article discusses how dance and somatic education can challenge the ideal of the
"superbody" and proposes vulnerable corporealities as strategy to confront the Capitalocene.
Starting from references such as Haraway, Krenak, and Tsing, from practices inspired by
Klauss Vianna and Martha Graham and from the coexistence with tentacular beings, such as
earthworms, the research culminated in the creation of the body practice Movimentos
Tentaculares and the stage work
2415
. These experiences explored vulnerability as a potency
and questioned anthropocentric hierarchies, mobilizing the audience to reflect on
multispecies futures.
Keywords:
Capitalocene. Dance. Somatic education. Creation. Performance.
Imaginando corporalidades vulnerables en el Capitaloceno: la creación de
2415
y Movimientos
Tentaculares
Resumen
El presente artículo analiza cómo la danza y la educación somática pueden desafiar el ideal
del "supercuerpo" y proponer corporalidades vulnerables para enfrentar el Capitaloceno.
Basándose en referencias como Haraway, Krenak y Tsing, y en prácticas inspiradas en Klauss
Vianna, Martha Graham y la convivencia con seres tentaculares, como las lombrices de
compost, la investigación culminó en la creación de la práctica corporal Movimientos
Tentaculares y la obra escénica
2415
. Estas experiencias exploraron la vulnerabilidad como
potencia y cuestionaron jerarquías antropocéntricas, movilizando al público para reflexionar
sobre futuros multiespecie.
Palabras clave
: Capitaloceno. Danza. Educación somática. Creación. Performance.
1 Revisão ortográfica, gramatical e contextual do artigo realizada por João Lucas Bernardino Elias e equipe. Revisor-chefe da
empresa O Revisor. Graduação em Letras e Literatura pela Universidade Católica de Brasília.
2 Mestrado em Artes da Cena pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Bacharelado em Interpretação Teatral
pela Universidade de São Paulo. Bailarina formada pela Royal Academy of Dance (RAD), junto ao Estúdio de Ballet Cisne
Negro. marcipp1989@hotmail.com
http://lattes.cnpq.br/3014835281335701 https://orcid.org/0000-0001-5812-0345
3 Professora Livre Docente do Departamento de Artes Corporais da UNICAMP. Atua no Bacharelado e na Licenciatura em
Dança, assim como no Programa de Pós-Graduação em Artes da Cena, ambos do Instituto de Artes da
UNICAMP. Coordenadora do Núcleo de Práticas Experimentais em Coreografia (NPEC), com orientandos de pós-graduação
e de iniciação científica. jumoraes@unicamp.br
http://lattes.cnpq.br/2645941853332386 https://orcid.org/0000-0003-0623-8178