A educação jesuítica na Amazônia Setecentista e os confrontos com o Pombalismo

Autores

  • Alberto Damasceno UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ - UFPA
  • Emina Santos UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ - UFPA.
  • Daniel Palheta UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ - UFPA.

Resumo

A atividade educativa desenvolvida pelos jesuítas no Estado do Grão-Pará, embora profícua, nem sempre foi pacífica. Se havia objetivos divergentes, desafios e ameaças existentes nas relações entre índios e Jesuítas, entre esses últimos e os representantes de Pombal, a situação era mais crítica. Na verdade, os dirigentes da política pombalina consideravam e temiam seriamente os Jesuítas como “inimigo” a ser enfrentado. E nisso, eles tinham os colonos europeus como aliados preferenciais. Eles percebiam nos padres missionários jesuítas uma espécie de ameaça, pois, fortemente organizados nas aldeias, os padres monopolizavam a mão de obra indígena. Neste contexto, Antonio Vieira representava uma espécie de efígie na defesa da liberdade dos nativos.

Palavras-chave: Educação. Grão-Pará. Jesuítas. Pombal.

Biografia do Autor

Alberto Damasceno, UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ - UFPA

Professor Titular da Universidade Federal do Pará (UFPA) vinculado ao Programa de Pós-Graduação em Currículo e Gestão da Escola Básica (PPEB) e coordenador do Laboratório de Planejamento da Educação Municipal.

Emina Santos, UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ - UFPA.

Doutora em Ciências Sócio Ambientais pelo Núcleo de Altos Estudos Amazônicos (NAEA) da Universidade Federal do Pará (UFPA). Mestre em Educação (currículo) pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Especialista em Direito do Trabalho pela Universidade Estácio de Sá. Possui graduação em Pedagogia pela UFPA e em Direito pela Universidade da Amazônia (UNAMA). Atua como professora do Instituto de Ciências da Educação, com disciplinas ligadas a Educação em Direitos Humanos, Gestão Educacional, Legislação Educacional e Política Educacional. É coordenadora do projeto PAR que auxilia os municípios dos estados do Pará na elaboração, monitoramento e acompanhamento dos Planos de Ações Articuladas- PAR e coordena o Grupo de estudos em Educação em Direitos Humanos - GEEDH vinculado ao Programa de pós-graduação em Currículo e Gestão da Escola Básica (PPEB), além de ser associada da Associação Nacional de Política e Administração da Educação (ANPAE).

Daniel Palheta, UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ - UFPA.

Professor de História (Seduc-PA). Especialista em Gestão Educacional (UNICESUMAR), Especialista em Saberes Culturais Africanos e Afro-brasileiros (UFPA), mestrando em Currículo e Gestão da Escola Básica (UFPA)

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Publicado

2018-09-14

Como Citar

DAMASCENO, A.; SANTOS, E.; PALHETA, D. A educação jesuítica na Amazônia Setecentista e os confrontos com o Pombalismo. Revista Linhas, Florianópolis, v. 19, n. 41, p. 259 - 291, 2018. Disponível em: https://periodicos.udesc.br/index.php/linhas/article/view/1984723819412018259. Acesso em: 27 jul. 2021.