Palavras livres, pesadas, suculentas: Das Três riches heures aos livros de artista

Autores

  • Telma Scherer UFSC - Doutoranda em Teoria Literária UDESC - Graduanda em Artes Visuais

DOI:

https://doi.org/10.5965/1808312910132015046

Resumo

O artigo propõe uma reflexão sobre o livro, abordando sua dimensão espaço-temporal e a relação de fertilidade entre palavra e imagem. Partindo do livro de horas medieval, reflito sobre o significado do livro e seu alcance na época para, em seguida, dedicar-me às proposições do século XX que repensam sua estrutura e sentidos múltiplos. Evoco as reflexões de Ulises Carrión sobre a arte de fazer livros, bem como uma breve genealogia da Poesia Concreta. A prática medieval traz uma dimensão ritual que pode ser comparada à feitura dos livros de artista. Para concluir a reflexão sobre as bordas entre palavra e imagem, trago um trabalho de Dario Robleto que parte da grafia como vazio preenchido, redimensionando as tensões entre palavra e obra de arte. Tanto poetas quanto artistas visuais, portanto, ousaram e ousam atravessamentos no espaço da página, gerando interessantes tensões entre grafia e signo, imagem e significado.

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Biografia do Autor

Telma Scherer, UFSC - Doutoranda em Teoria Literária UDESC - Graduanda em Artes Visuais

Doutoranda em Teoria Literária na UFSC. Bolsista FAPESC. Pesquisadora do LabFLOR - Laboratório Floripa em Composição Transdisciplinar: Arte, Cultura e Política

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Publicado

2015-06-29

Como Citar

SCHERER, T. Palavras livres, pesadas, suculentas: Das Três riches heures aos livros de artista. DAPesquisa, Florianópolis, v. 10, n. 13, p. 046-62, 2015. DOI: 10.5965/1808312910132015046. Disponível em: https://periodicos.udesc.br/index.php/dapesquisa/article/view/4878. Acesso em: 26 nov. 2022.

Edição

Seção

Artigos