Museus e identidades no tempo presente

Aline do Carmo, Maria Goreti Baptista Betencourt

Resumo


Pretende-se, aqui, levantar algumas discussões sobre o fazer História do Tempo Presente, com o intuito de dialogar com um fato marcante acontecido em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul: o fechamento precoce da exposição Queermuseu – Cartografias da Diferença na Arte, com mais de 270 obras de arte, instalada no Santander Cultural. O grupo de pessoas que pediu o encerramento da exposição reivindicou pura e simplesmente a supressão do seu objeto de desgosto em "arena pública", parecendo ser a nova forma que assume a censura em nosso tempo recente: não mais a decisão do Estado, mas o clamor mais ou menos anônimo, reverberado pelas redes sociais digitais, contra a mera existência do que desagrada uma parcela da sociedade, no caso, as obras com temas sobre a diversidade, corpo e religião.

Palavras-chave: História do Tempo Presente. Artes Visuais. Arte Contemporânea. Queer.


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DOI: https://doi.org/10.5965/2175180311262019486

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