O Aedes aegypti e os mosquitos na historiografia: reflexões e controvérsias

Gabriel Lopes, André Felipe Cândido Silva

Resumo


O artigo tem por finalidade refletir sobre as formas pelas quais o Aedes aegypti vem sendo abordado pela historiografia e por demais áreas das ciências sociais e humanas. Historicamente associado à febre amarela e à dengue e, mais recentemente correlacionado à transmissão das arboviroses emergentes zika e chikungunya, o Aedes aegypti desdobra múltiplas temporalidades, processos e ecologias que concernem ao seu longo histórico de coevolução e proximidade com a espécie humana. Desse ponto de vista, evidencia as materialidades e padrões de relação das sociedades com o ambiente, principalmente com o espaço urbano, ao qual se tornou bastante adaptado. O objetivo é analisar como este inseto foi tratado pela historiografia das doenças, da medicina e da saúde pública e contrapor tal abordagem com a perspectiva da história ambiental, no âmbito da qual ele é encarado como elo de uma cadeia de interações ecológicas que envolvem dinâmicas naturais, como também sociais, econômicas e políticas. Discute-se os desafios teóricos e controvérsias trazidos por tal perspectiva, sobretudo no quadro dos estudos que propõem a extensão da noção de agência aos atores não-humanos. Por fim, observa-se o início da trajetória mais recente deste vetor desde que passou a figurar como transmissor da dengue a partir de epidemia sem precedentes na cidade do Rio de Janeiro em 1986.

 

Palavras-chave: Aedes Aegypti. Historiografia. História da Medicina. Febre Amarela. Dengue.


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