No forjar das possibilidades: a “Krupp” Campo Limpo Paulista nos caminhos de trabalhadores (Segunda metade do séc. XX e início do séc. XXI) DOI: 10.5965/2175180305092013153

Sheille Soares Freitas

Resumo


Este artigo apresenta ponderações sobre a trajetória de trabalhadores que vivenciaram o espaço de trabalho na ThyssenKrupp - Campo Limpo Paulista -, a partir de meados do século XX. O interesse é discutir o repertório de possibilidades de certos trabalhadores, analisando contradições e diferenciações nas memórias que guardam sobre relações de trabalho, associadas às condições de classe que compartilhavam, envolvendo relações entre campo e cidade, como também o processo de expansão industrial. Ao fazer isso, a proposta coloca em questão a suposta vivência homogeneizante do "ser metalúrgico" e a construção analítica fundamentada nas alterações estruturais na dinâmica do mundo do trabalho. As presentes reflexões tentam evidenciar as desigualdades e pressões que potencializam as práticas dos trabalhadores na sociedade capitalista e, ao mesmo tempo, destacam a exploração sofrida e como interpretam as relações e caminhos que decidem enfrentar.

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