Processos de consistência e contextos na improvisação livre: aproximações preliminares

Rogério Costa

Resumo


Apesar da grande quantidade de estudos dedicados ao assunto, a expressão “improvisação livre” mantém ainda hoje uma definição muito abrangente e imprecisa. Atualmente há, no Brasil e no mundo, muitas manifestações artísticas que incluem procedimentos que remetem, de forma explícita ou não, à livre improvisação. Um dos desafios que se coloca é, por um lado, a procura de uma definição do que seria comum entre as múltiplas e diversificadas práticas que se localizam no amplo território da improvisação livre ou que dela fazem uso e, por outro, do que seria singular e específico a cada uma destas práticas. É necessário definir se há realmente um território comum que abrange todas estas práticas para, posteriormente segmenta-lo em sub categorias com suas identidades próprias. É necessário também, desvendar os processos de construção de consistência em cada caso. No presente texto pretendo fazer um levantamento preliminar tendo em vista os objetivos acima delineados. Me interessa também discutir em que medida e de que forma estas manifestações interagem com determinadas configurações sociais, culturais e políticas contemporâneas ou, em outras palavras, determinar em que medida a improvisação livre pode ser pensada, tanto como um sintoma, quanto como uma linha de força que contribui de forma específica para a configuração de certos ambientes e contextos socioculturais contemporâneos relacionados às práticas criativas.


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DOI: http://dx.doi.org/10.5965/2525530401022016006

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