Desafios de escolas em tempo integral: entre currículos prescritos e a autonomia curricular

Leiri Ratti, Jane Mery Richter Voigt, Carlos Huller

Resumo


Políticas curriculares educacionais como a MP 746/2016, convertida na Lei nº 13.415, e a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) resultaram, no ano de 2017, na parceria entre a Secretaria de Estado da Educação de Santa Catarina e o Instituto Ayrton Senna, para a implantação do Ensino Médio Integral em Tempo Integral – EMITI. Diante desse cenário, essa produção objetiva investigar os desafios na construção da autonomia curricular para os docentes que atuam no Ensino Médio Integral em Tempo Integral. De perspectiva metodológica qualitativa, esta pesquisa conta com a aplicação de questionário aos docentes que atuam no EMITI em uma cidade da região norte do estado, contemplada com o programa. Em termos gerais, os professores consideram que têm autonomia nas decisões curriculares, mas a centralidade nas decisões impede o desenvolvimento das práticas curriculares com base nos princípios de autonomia e flexibilidade. Os resultados apontam que, de certo modo, não há clareza quanto ao que determina o exercício do poder de decisão na prática docente, entendido nesse trabalho como autonomia curricular. Por outro lado, evidencia-se que a autonomia curricular da escola e dos professores fica prejudicada diante de inúmeros mecanismos de controle aplicados por meio de um currículo prescritivo e práticas curriculares controladas.


Texto completo:

PDF

Apontamentos

  • Não há apontamentos.