Estágio na Educação Infantil: tecendo algumas reflexões sobre as experiências vivenciadas com bebês

Alexsandra de Souza Münich, Josiane Castro, Geovanna dos Passos

Resumo


Palavras-chave: Observação. Registro. Estágio Curricular. Educação Infantil.Linha Temática: Desenvolvimento Curricular

 

O presente trabalho busca trazer à tona a reflexão sobre a prática da observação e do registro no Estágio Curricular da Educação Infantil, onde foi realizado em um CEI público no município de São José – Santa Catarina. As discussões apresentadas estão embasadas em Corsino (2009), Ostetto (2008) dentre outros autores. A observação participante foi utilizada como metodologia abordada no presente estágio, considerando que o profissional da área da educação necessita desenvolver o olhar atento ao cotidiano educativo. O estágio na Educação Infantil vislumbrou a inserção do(a) acadêmico(a) em formação no seu futuro espaço de trabalho, proporcionando o contato, bem como a oportunidade de poder atuar como professor(a) na execução da docência. A vivência do estágio proporciona, também, o exercício da observação, registro, planejamento, docência e avaliação, que no campo da educação são considerados itens indispensáveis, principalmente no cotidiano da Educação Infantil.

No primeiro momento, realizamos as observações e registros do cotidiano do Grupo GII composto por 10 bebês com faixa etária média de 1 ano e 4 meses sob os cuidados de duas professoras que conduziram todas as atividades pedagógicas no período matutino, como: acolhimento, alimentação, higienização, cuidado, recreação, dentre outras atividades relacionadas a estimulação motora, linguística e todas aquelas requeridas pela idade.

Posteriormente as etapas destinadas as observações e aos registros, as estagiárias deram início a realização das análises e das reflexões dos elementos relevantes para então iniciarem o processo de planejamento das proposições que foram organizadas a partir de ações já iniciadas pela professora regente que consistia na exploração do espaço pela criança. As atividades propostas pelas estagiárias foram organizadas no Plano de Docência que previu a alternância das suas atuações, nas quais utilizaram atividades em prol de vivências significativas e trocas de experiências com e entre as crianças.

As estagiárias atuaram dentro de um espaço-tempo predeterminado, no qual interagiram com os sujeitos pesquisados, bem como observaram e registraram as ações por eles praticadas. O conjunto dos procedimentos (observação, registro, reflexão, análise e planejamento) empregados na realização do estágio permitiram que as estagiárias compreendessem a aplicação dos métodos de interação e de desenvolvimento das crianças no ambiente do CEI. O caráter participativo do estágio permitiu observar as evoluções significativas realizadas pelas crianças em adequação aos objetivos propostos.

O olhar curioso diante do novo e o interesse pelas mudanças realizadas com o uso de objetos na sala referência foram alguns dos pontos relevantes percebidos nas ações das crianças e diagnosticados por meio dos registros.

A observação direta realizada pelo olhar aprimorado permitiu o planejamento e a elaboração de propostas que contribuíram e influenciaram positivamente, no cotidiano das crianças. As propostas contemplaram a inclusão de objetos que não faziam parte do cotidiano destes sujeitos, mas que articulados de maneira lúdica tinham como objetivo principal, desenvolver diferentes habilidades e percepções em prol do aprendizado e das relações interpessoais entre todos os envolvidos nas ações pedagógicas. As possibilidades pedagógicas observadas foram dando-nos ideias para planejar a docência, no qual o vivenciar e interagir com o espaço da sala referência possibilitaria a interação e desenvolvimento da criança.

Consideramos que a experiência relacionada à vivência do cotidiano na Educação Infantil nos foi gratificante e enriquecedora em todos os seus aspectos. Este foi o momento que nos proporcionou perceber a criança como um ser curioso, explorador e dotado de vontades, necessidades e experiências. Por fim, diante de todo esse processo de interação, socialização, assimilação e exploração do espaço, podemos dizer que contribuímos com uma pequena parcela neste processo de vivências e descobertas, no qual o contato com as crianças nos proporcionou um apego afetivo e conseguimos entender, desta forma, que o educar e o cuidar devem caminhar juntos, afim de que se alcance os objetivos propostos.

 

        


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Referências


Referências

BARBOSA, Maria Carmen Silveira. Por amor e por força: rotinas na Educação Infantil. Porto Alegre: Artmed, 2001.

CERISARA, Ana Beatriz; OLIVEIRA, Alessandra Mara Rotta de; RIVERO, Andréa Simões. Batista, Rosa. Partilhando olhares sobre as crianças pequenas: Reflexões sobre o estágio na Educação Infantil. 2002

CORSINO, Patrícia (Org.). Educação Infantil: cotidiano e políticas. Campinas, SP: Autores Associados, 2009.

FREIRE, Paulo. Política e educação. São Paulo: Cortez Editora, 1993.

OSTETTO, Luciana E. Observação, registro, documentação: nomear e significar as experiências. In. Educação Infantil: saberes e fazeres da formação de professores. Campinas: Papirus, 2008. p. 13-32.


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