Poesia e tecnologia: uma parceria fecunda

Rosilene de Fátima Koscianski da Silveira, Eliane Santana Dias Debus, Fernando José Fraga de Azevedo

Resumo


O presente texto trata de dois conceitos amplos que constituem campos específicos de conhecimento e possuem linguagem própria – poesia e tecnologia.   A referência de modo indissociável está relacionada ao reconhecimento da ampla necessidade de ambos na formação do sujeito contemporâneo entendido como autor e narrador de sua própria história. As reflexões acerca da temática têm origem num estudo com crianças que investigou a relação infância e poesia, realizado no âmbito do doutorado em Educação na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). A pesquisa contou com a participação de vinte crianças, estudantes de terceiro a quinto anos dos anos iniciais da Educação Básica. O diálogo com estes meninos e meninas “nativos digitais” nos levou a pensar a escola necessária aos dias atuais, um espaço-tempo que precisa tanto da poesia quanto da tecnologia. 

Palavras-chave: Poesia. Tecnologia. Aprendizagem colaborativa.


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Referências


Citações/paráfrases:

A denominação “nativo digital” é de Marc Prensky (2001) e caracteriza os sujeitos nascidos na era de grande desenvolvimento das tecnologias digitais, crianças, jovens e adultos que recorrem às fontes da web em primeiro lugar para obter toda e qualquer informação.

Prensky (2001) destaca algumas características marcantes da geração dos “nativos digitais”: ser capaz de realizar multitarefas em processos paralelos; preferir os gráficos antes do texto e não o contrário; preferir o acesso ao aleatório (hipertexto); “funcionar” melhor em rede; preferir o jogo ao trabalho “sério”; entre outras.

Edgar Roberto Kirchof (2009, p. 49) trata da “literatura na era digital” como uma revolução relativamente recente, explicando que existem, “até o momento, cinco possibilidades diferentes de manifestação de textos literários em ambiente digital: literatura digitalizada, editoração colaborativa, escrita colaborativa, literatura hipertextual, literatura hipermidiática”.

“se a nossa sociedade iníqua não segregasse as camadas, impedindo a difusão dos produtos culturais eruditos e confinando o povo a apenas uma parte da cultura, a chamada popular” (CANDIDO, 2004, p. 32).

Referências:

CANDIDO, Antonio. O direito à literatura e outros ensaios. Coimbra: Angelus Novus, Lda. 2004.

KIRCHOF, Edgar Roberto. O desaparecimento do autor nas tramas da literatura digital: uma reflexão foucaltiana. Signo, Santa Cruz do Sul, v. 34, n.56, p. 47-63, jan./jun. 2009. Disponível em: . Acesso em: 20 ago. 2016.

PRENSKY, Marc. Digital natives e digital immigrants. On the horizon, MCB University Press, v. 9, n. 5, p. 1-6, out. 2001. Disponível em: . Acesso em: 20 ago. 2016.

SILVEIRA, Rosilene de Fátima Koscianski da. Infância e poesia: encontros possíveis no espaço-tempo da escola.2016.374p. Tese (Doutorado em Educação). Programa de Pós-graduação da Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, 2016. Disponível em: Acesso em: 25 set. 2017.


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