A implantação do novo currículo no curso de licenciatura em geografia da Universidade do Estado de Santa Catarina – FAED/UDESC

Amábili Fraga, Carolina Araujo Michielin, Rosa E. M. W. Martins

Resumo


A presente pesquisa está inserida num contexto de iniciação científica e será realizada nos anos de 2017 e 2018, na Universidade do Estado de Santa Catarina (FAED/UDESC), no âmbito do Laboratório de Estudos e Pesquisas de Ensino de Geografia (LEPEGEO). A medida em que escuta-se por diversas vezes, de maneira informal, os graduandos de Geografia da FAED/UDESC mencionarem o fato de que: se tivessem cursado outras disciplinas no seu currículo teriam vivenciado uma formação com outro perfil, o interesse em realizar esta pesquisa se concretiza. O objetivo central é investigar quais as potencialidades e fragilidades geradas, a partir da implantação no novo currículo de licenciatura, resultado da reformulação curricular do curso de Licenciatura em Geografia da FAED/UDESC em 2013. Foram elencados como objetivos específicos: Identificar os impactos do currículo na formação dos graduandos a partir dos seus próprios discursos; Analisar as mudanças entre o currículo antigo e o novo; Identificar e analisar os documentos utilizados para a alteração do currículo; Estimular o debate de discussões atuais sobre a formação de professores e o ensino de geografia. A metodologia que proporciona efetividade no andamento da pesquisa, segundo Gerhardt e Silveira (2009), baseia-se numa perspectiva qualitativa, e se caracteriza como uma pesquisa bibliográfica e ao mesmo tempo aplicada, em que o pesquisador estará em contato com documentos e com os participantes entrevistados, ao passo que já possui um histórico de vivência com os fatos pesquisados. A problemática que gira em torno desta pesquisa está no âmbito da formação de professores de Geografia e das discussões bastante atuais sobre a educação no país. É necessário que sejam identificadas e problematizados nos currículos vigentes, das diferentes instituições, as qualidades, tanto do ponto de vista das potencialidades e virtudes quanto das fragilidades, que compõem o longo caminho dos licenciados que atuarão como professores. Essa identificação é necessária a fim de realizar ajustes visando melhorar o percurso formativo do ensino, da pesquisa e da extensão num curso superior. A motivação para desenvolver esta pesquisa parte por dois pressupostos: o primeiro é a atual discussão da recentemente aprovação da, Lei Nº 13.415, que retira a obrigatoriedade do ensino de geografia no ensino médio e o segundo, é na necessidade de elencar as potencialidades, fragilidades e problemas a partir da implantação do currículo disciplinar, na formação desses profissionais, reforçando a necessidade da sua atuação na educação. Um questionário aplicado foi utilizado como instrumento de pesquisa, com perguntas tanto objetivas quanto subjetivas, procurando saber, por exemplo, o porquê da escolha do curso, quais disciplinas os estudantes acreditam que fez falta na graduação e também perguntas que relacionem o envolvimento do acadêmico com a universidade. Além da pesquisa nos documentos oficiais da área de formação docente e ensino de geografia, foi feito um questionário no mês de junho de 2017 com questões que foram respondidas pelos estudantes da primeira turma que iniciaram com a implantação do currículo de licenciatura em 2014/01. Por meio de questionários e entrevistas pode-se levantar dados acerca da implantação do currículo e do percurso acadêmico dos estudantes.

A interpretação dos dados levantados encontra-se em fase inicial, pois foram feitas questões abertas que necessitam de um determinado tempo para fazer a análise e interpretação do que cada estudante respondeu. As questões possibilitaram que os estudantes abordassem muito mais em suas respostas do que apenas potencialidades ou fragilidades relacionadas a matriz curricular em questão. Esta aproximação favoreceu a motivação de discutir as condições de ensino de geografia, não somente no presente currículo, mas também como um todo. Ao analisarmos previamente e superficialmente, as respostas obtidas com a aplicação inicial do instrumento de pesquisa, pode-se notar que muitas das repostas dos estudantes são similares, revelando que muitos comungam das mesmas preocupações. Pretende-se dar andamento da pesquisa com a análise dos dados levantados em diálogo com o referencial teórico que ancora a pesquisa.


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Referências


GERHARDT, Tatiana Engel; SILVEIRA, Denise Tolfo. Métodos de pesquisa. Porto Alegre: Editora da UFRGS, 2009.

TARDIF, Maurice. Saberes docentes e formação profissional. Petrópolis, RJ: Vozes, 2011. p. 31-55.

TARDIF, Maurice. Saberes docentes e formação profissional. Petrópolis, RJ: Vozes, 2011. p. 227-244.

MORGADO, José Carlos. Identidade e profissionalidade docente: sentidos e (im)possibilidades. Ensaio: aval. pol. públ. Educ., Rio de Janeiro, v. 19, n.73, p. 793-812, out./dez. 2011.

VEIGA-NETO, Alfredo. Cultura e currículo. Contrapontos – ano 2 – n. 4 – Itajaí, jan/abr 2002.

UDESC/FAED. Projeto Pedagógico do curso de graduação em geografia – licenciatura. Florianópolis, 2013.


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