Reflexões acerca do ensino de geometria para alunos surdos incluídos em escolas comuns

Walber Christiano Lima da Costa, Fábio Alexandre Borges, Marisa Rosâni Abreu da Silveira

Resumo


Com o presente artigo, no formato de ensaio teórico, objetiva-se apresentar considerações acerca do ensino de geometria para alunos surdos incluídos. Este ensino, muitas vezes, recebe uma desvalorização nas escolas, haja vista que, com o advento das legislações educacionais, foi feita a leitura de que a geometria perdeu o caráter utilitário. Levando em conta o fato de que a surdez é uma experiência visual, partimos do pressuposto de que os surdos podem aprender geometria com maior facilidade com relação a outros conceitos, devido a esse campo ser, comumente, representado de maneira figural. Para este ensaio teórico nos embasamos em pesquisadores da educação de surdos, bem como na filosofia da linguagem de Wittgenstein e de alguns educadores que se filiam aessa filosofia. Analisamos as literaturas que comentam este assunto e buscamos discutir tal temática a partir dos eixos: Ensino de Geometria, Educação de Surdos e Ensino de Geometria para surdos. Como resultados, percebemos que os conteúdos geométricos trazem grandes contribuições para o aprendizado dos surdos e que a omissão desse ensino pode trazer prejuízos no desenvolvimento intelectual desses estudantes.

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DOI: https://doi.org/10.5965/2357724X07142019132