Efeito protetor do bentazon sobre a fitotoxicidade de herbicidas inibidores de ALS em duas cultivares de feijoeiro

Lucas De Ross Marchioretto, Taísa Dal Magro

Resumo


O presente experimento teve por objetivo avaliar a seletividade de herbicidas e o controle de plantas daninhas, na pós-emergência da cultura do feijoeiro. Foram testados os herbicidas cloransulam e imazethapyr, isoladamente e em associação com bentazon e comparados com uma testemunha capinada e uma infestada, nas cultivares de feijão Agronorte (Anfc9) e IPR Uirapuru. O experimento foi conduzido a campo, em delineamento de blocos casualizados, com quatro repetições. Foram analisadas: fitotoxidez, controle de plantas daninhas, altura de inserção de primeiro legume, número de legumes por planta, peso de mil grãos e produtividade. Cada cultivar possui nível de tolerância diferente aos herbicidas cloransulam e imazethapyr. A cultivar ANfc9 foi, em geral, mais tolerante aos herbicidas que a IPR Uirapuru. A adição de bentazon aos herbicidas cloransulam ou imazethapyr, diminui a fitotoxidez causada à cultura do feijão, cultivares Agronorte (Anfc9) e IPR Uirapuru e não altera o controle de plantas daninhas, demonstrando não haver antagonismo na mistura.


Palavras-chave


cloransulam, imazethapyr, fitotoxidez, tolerância varietal, Phaseolus vulgaris.

Texto completo:

PDF

Referências


AGROFIT. 2017. Consulta de produtos formulados. Brasília: ministério da agricultura. Disponível em: . Acesso em 26 fev. 2017.

CONAB. 2016. Companhia Nacional de Abastecimento. Acompanhamento da safra brasileira de grãos. Brasília: Conab. Disponível em:

boletim_graos_janeiro_2016.pdf>. Acesso em: 26 fev. 2017.

BAUER TA et al. 1995a. Pinto bean (Phaseolus vulgaris) varietal tolerance to imazethapyr. Weed Science 43: 417-424.

BAUER TA et al. 1995b. ‘Olathe’ pinto bean (Phaseolus vulgaris) response to postemergence imazethapyr and bentazon. Weed Science 43: 276-282.

BAUER TA et al. 1995c. Response of selected weed species to postemergence imazethapyr and bentazon. Weed Technology 9: 236-242.

CANTWELL JR et al. 1989. Imazethapyr for weed control in soybean (Glycine max). Weed Technology 3: 596-601.

COLBY SR. 1967. Calculating synergistic and antagonistic responses of herbicide combinations. Weeds 15: 20-22.

CONSTANTIN J. 2011. Métodos de manejo. In: OLIVEIRA Jr. et al. (Eds.) Biologia e Manejo de Plantas Daninhas. Curitiba: Omnipax. p. 67-78.

HEKMAT S et al. 2008. Effect of imazamox plus bentazon on dry bean (Phaseolus vulgaris L.). Crop Protection 27: 1491-1494.

KOZLOWSKI LA et al. 2002. Período crítico de interferência das plantas daninhas na cultura do feijoeiro-comum em sistema de semeadura direta. Planta Daninha 20: 213-220.

SIKKEMA PH et al. 2004. Tolerance of white bean to postemergence broadleaf herbicides. Weed Technology 18: 893-901.

SOLTANI N et al. 2008. Response of pinto and small red Mexican bean to postemergence herbicides. Weed Technology 22: 195-199.

SOLTANI N et al. 2010. Tolerance of black, cranberry, kidney, and white bean to cloransulam-methyl. Weed Biology and Management 10: 33-39.

SOLTANI N et al. 2012. Safening effect of bentazon on cloransulam-methyl and halosulfuron-methyl in dry bean. Agricultural Sciences 3: 368-374.

SOLTANI N et al. 2013. Weed management in white beans with postemergence herbicide tankmixes. Canadian Journal of Plant Sciences 93: 669-674.

VANGESSEL MJ et al. 2000. Herbicides for potential use in lima bean (Phaseolus lunatus) production. Weed Technology 14: 279-286.




DOI: http://dx.doi.org/10.5965/223811711712018077

Apontamentos

  • Não há apontamentos.


______________________________________________________________________________________________________________________________

Revista de Ciências Agroveterinárias (Rev. Ciênc. Agrovet.), Lages, SC, Brasil        ISSN 2238-1171