POTENCIAL E PROBLEMAS NA PRODUÇÃO COMERCIAL DE PLANTAS MEDICINAIS NA AMAZÔNIA

Ari de Freitas Hidalgo

Resumo


O potencial de uso medicinal de espécies vegetais amazônicas é ainda pouco explorado. Diversas espécies já foram, ao menos em parte, estudadas pela ciência e utilizadas na produção de medicamentos ou em indústrias de perfumarias. No comércio regional, mercados e feiras são comercializadas cascas, folhas, raízes, etc., os quais a crença e a experiência popular consagraram ao longo dos anos e que vêm despertando interesse nas indústrias farmacêuticas internacionais. Todas as espécies de uso medicinal nativas da Amazônia são exploradas através de extrativismo, sem a preocupação de reposição, sem manejo e sem nenhuma forma de orientação na exploração racional. Como são, em grande parte, espécies arbóreas, o tempo para iniciar a produção de sementes ou para poder ser explorada a casca, o óleo ou outro produto, é relativamente grande, o que não estimula investimentos na exploração comercial de longo prazo destas espécies. Além do extrativismo, outra dificuldade na exploração racional é a falta de estudos básicos sobre as espécies, como fenologia, produção e o armazenamento de sementes, produção de mudas, pragas e doenças, o manejo das plantas em monocultivo ou em consórcio com poucas espécies. Faltam também estudos sobre colheita/coleta, processamento e como agregar valor aos produtos da flora amazônica.

Palavras-chave


Matéria prima; produção vegetal; plantas nativas; extrativismo.

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Revista de Ciências Agroveterinárias (Rev. Ciênc. Agrovet.), Lages, SC, Brasil        ISSN 2238-1171