Aplasia Medular em Cães

Lívia Fagundes Moraes, Regina Kiomi Takahira

Resumo


A aplasia medular (também conhecida como anemia aplásica) é relativamente rara em cães e gatos e caracteriza-se por uma pancitopenia em sangue periférico e uma hipoplasia dos três tipos celulares (eritróide, mielóide e megacariocítica) na medula óssea, resultando na substituição do tecido hematopoiético por tecido adiposo. Existe ainda uma classificação de acordo com a apresentação e evolução das citopenias em sangue periférico e hipoplasia medular, caracterizando a aplasia como aguda ou crônica. Dentre as causas de aplasia medular, resultante da destruição das células tronco ou das células progenitoras, incluem-se as de origem infecciosa, induzidas por drogas, associadas a toxinas e radiação. Existem alguns casos nos quais a causa não é bem estabelecida, no entanto, a aplasia é definida como idiopática por exclusão. Para tal diagnóstico é necessária a exclusão de outras causas de pancitopenias, como as associadas à mielofitise como leucemias e mielofibrose, síndrome mielodisplásica (SMD), mielonecrose, aplasia pura da série vermelha e síndrome hemofagocítica. A punção aspirativa de medula óssea é realizada com maior freqüência do que a biópsia medular e é fundamental para avaliações de alterações medulares, sendo que a biópsia medular é uma forma mais acurada para avaliação de celularidade e metástase medulares. Além de terapias específicas relacionas a causa primária, o tratamento para aplasia medular é limitado e com prognóstico geralmente desfavorável.

Palavras-chave


Aplasia medular; Anemia aplásica; Cão; Pancitopenia; Anemia arregenerativa.

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Revista de Ciências Agroveterinárias (Rev. Ciênc. Agrovet.), Lages, SC, Brasil        ISSN 2238-1171