Agroenergia e Agricultura

Douglas Batista Jandrey, Paulo Regis Ferreira da Silva, Luiz Carlos Federizzi, Vladirene Macedo Vieira, Luís Sangoi

Resumo


O aquecimento global é atribuído principalmente à queima indiscriminada de petróleo que libera grandes quantidades de gases de efeito estufa na atmosfera. Isso incentivou a procura por fontes energéticas alternativas. Entre elas, destaca-se o uso de biocombustíveis como etanol e biodiesel. O objetivo desta revisão é discutir os impactos da produção desses biocombustíveis sobre a atividade rural brasileira e mundial. Além dos aspectos técnico-econômicos é importante levar em consideração os aspectos ambientais e sociais de sua produção, dentre os quais, a eficiência energética e o impacto na mitigação da emissão de gases de efeito estufa. Além disso, o sistema de monocultura em grandes extensões de terra, a exemplo da cana-de-açúcar no estado de São Paulo, é apontado por movimentos sociais e ambientalistas como gerador de desigualdades no campo e como um entrave à reprodução social de populações tradicionais. A produção de etanol a partir de tecidos vegetais como celulose, um dos biocombustíveis de segunda geração, tende a aumentar muito a disponibilidade de matéria-prima para a produção energética e diminuir a competição com áreas destinadas à produção de alimentos. Apesar dos avanços no processo de fermentação dos carboidratos estruturais, ainda são necessários aprimoramentos para tornar o processo competitivo comercialmente. Enquanto isso é importante que o país aproveite seu potencial agrícola para se inserir rapidamente nesse importante mercado energético mundial.

Palavras-chave


Biocombustíveis; Etanol; Biodiesel; Implicações ambientais e sócio-econômicas.

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Revista de Ciências Agroveterinárias (Rev. Ciênc. Agrovet.), Lages, SC, Brasil        ISSN 2238-1171