Indução da germinação carpogênica de escleródios de Sclerotinia sclerotiorum sob diferentes substratos

Erli Melo Reis, Ricardo Trezzi Casa, Fernando Gava, Éder Novaes Moreira, Cristiano Sachs

Resumo


O mofo branco causado por Sclerotinia sclerotiorum é uma das doenças mais destrutivas da soja na região sul do Brasil. O patógeno pode sobreviver no solo como estruturas de repouso do tipo escleródios. Este trabalho teve como objetivo identificar substratos para indução da germinação carpogênica dos escleródios e a sua viabilidade. Foram coletados escleródios naturalmente produzidos em plantas infectadas provenientes de uma lavoura de soja do município de Coxilha, RS. Foram selecionados 500 escleródios para condução do experimento com tamanho entre 5 e 7 mm de comprimento e diâmetro aproximado de 3 mm. A germinação carpogênica dos escleródios foi determinada em laboratório cultivando-os sobre cinco substratos: areia grossa esterilizada, vermiculita, ágar-água a 1%, ágar-água a 1% + sulfato de estreptomicina e água esterilizada. A avaliação da viabilidade foi feita de dez em dez dias, contando-se o número de esclerócios com a presença de apotécios até 120 dias. Ágar-água, areia e vermiculita promoveram maior velocidade e percentual final de germinação carpogênica, sendo que aos 40 dias, 50% dos escleródios germinaram. Menor e mais lenta germinação ocorreu com água esterilizada e ágar-água + sulfato de estreptomicina.

Palavras-chave


Estrutura de repouso; Mofo branco; Sobrevivência.

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Revista de Ciências Agroveterinárias (Rev. Ciênc. Agrovet.), Lages, SC, Brasil        ISSN 2238-1171