Avaliação de riscos e procedência de espécies arbóreas nas escolas estaduais de Lages, SC

Larissa Cardoso Küster, Lilian Iara Bet Stedille, Hellen Dacoregio, Ana Carolina da Silva, Pedro Higuchi

Resumo


Considerando os benefícios de uma arborização urbana bem planejada, esta também deve ser valorizada em ambientes escolares. Para isto, não se deve utilizar espécies tóxicas, alergênicas e com características que tenham potencial de causar acidentes (e.g. espinhos ou folhas pontiagudas). Além disso, o uso de espécies exóticas deve ser evitado, uma vez que não contribuem para o conhecimento da flora regional e muitas podem possuir caráter invasor em áreas naturais. Dessa forma, o objetivo deste estudo foi inventariar a arborização das escolas estaduais de Lages, SC, detectando problemas na mesma, associados ao risco de acidentes e ao uso excessivo de espécies exóticas. Para isso, foram amostradas nove escolas (34,61%) das 26 estaduais presentes na cidade. Nelas, todas as espécies arbóreas foram identificadas, quantificadas, avaliadas quanto à toxidade e risco às pessoas, e determinadas suas origens. Foram encontrados 134 indivíduos arbóreos, sendo que 76,87% apresentam algum tipo de toxidez, podem causar alergia ou risco às pessoas e 57,46% são de espécies exóticas. Os resultados mostram que é necessário um replanejamento da arborização das escolas estaduais de Lages, SC, com a escolha de espécies que não apresentem riscos às pessoas e que sejam nativas da região, tais como Handroanthus albus (Cham.) Mattos e Eugenia uniflora L.

Palavras-chave


Arborização escolar; Toxidade; Risco de acidentes.

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Revista de Ciências Agroveterinárias (Rev. Ciênc. Agrovet.), Lages, SC, Brasil        ISSN 2238-1171