Crescimento, desenvolvimento, produtividade e perda pós-colheita da cebola em função de podas na fase de produção de mudas

Francisco Olmar Gervini de Menezes Júnior, João Vieira Neto, Claudinei Kurtz

Resumo


A realização de uma ou mais podas no canteiro, com vistas ao condicionamento das mudas de cebola e seu transplante no momento mais oportuno, é uma prática comumente utilizada pelos cebolicultores catarinenses da região do Alto Vale do Itajaí. Atualmente, não existem estudos específicos em relação ao comportamento das plantas quando da prática da poda. O ensaio teve por objetivo o estudo da influência de podas aéreas de plantas de cebola na fase de canteiro em relação à formação de mudas, crescimento e desenvolvimento pós-transplante, produtividade e armazenamento de bulbos. Os tratamentos aplicados foram: ausência de poda (testemunha – Sem Poda), uma poda - efetuada aos 55 dias após a semeadura (DAS), duas podas – efetuadas aos 55 e 62 DAS, três podas – efetuadas aos 55, 62 e 69 DAS. Foi utilizado o delineamento experimental de blocos ao acaso, com quatro repetições. Na fase de mudas as parcelas experimentais foram formadas por canteiros com 6,0 m2 (1 x 6 m) e área útil de 4,64 m2. Na fase de pós-transplante, adotou-se o esquema fatorial 4 x 7 e 4 x 4, relativo aos fatores manejo de poda das mudas e datas de observação. Avaliaram-se o número de folhas, as fitomassas seca e fresca de mudas e plantas após o transplante, bem como produtividade e perdas após quatro meses de armazenamento dos bulbos. Os resultados obtidos indicam a viabilidade do uso de podas na fase de mudas com vistas ao seu condicionamento e transplante no momento mais adequado sem redução na produtividade e aumento nas perdas em pós-colheita.

Palavras-chave


Allium cepa L.; Condicionamento de mudas; Manejo de podas no canteiro; Armazenamento.

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Revista de Ciências Agroveterinárias (Rev. Ciênc. Agrovet.), Lages, SC, Brasil        ISSN 2238-1171