Fogo em pastagens: estratégia de manejo?

Guilherme Doneda Zanini, André Fischer Sbrissia

Resumo


A queima de campos no Brasil aparece como prática de manejo tradicional das pastagens. No Norte, Nordeste e Centro-Oeste, embora muito contestada no meio científico, por entidades ambientalistas e pela sociedade em geral, constitui uma realidade e prática comum. No Sul, mais precisamente em Santa Catarina e Rio Grande do Sul, esta atividade vem sendo amplamente difundida, principalmente em razão da topografia acidentada e do afloramento de rochas, que dificultam o manejo do pasto acumulado durante o final do inverno. Os motivos para a utilização da queima como estratégia de manejo estariam relacionados com a eliminação do material vegetal crestado pelas geadas durante o inverno, cujo excesso, segundo os produtores, prejudicaria a rebrotação na primavera, pois os animais (ruminantes e equinos) não consumiriam o pasto seco envelhecido e atingido pelas geadas. Outras questões citadas estariam relacionadas ao grau de infestação de espécies indesejáveis em áreas queimadas e não queimadas e a velocidade e qualidade da rebrotação das espécies forrageiras após a queima. As argumentações citadas são baseadas na maioria das vezes em observações visuais com pesquisas realizadas em áreas pouco representativas e sem histórico conhecido de queimadas conduzindo às conclusões precipitadas ou equivocadas e muitas vezes distorcidas da realidade. Assim, com esta revisão bibliográfica tem-se como objetivos discutir os principais efeitos das queimadas em pastagens, suas vantagens, desvantagens e, principalmente, os prejuízos causados pelo uso contínuo e frequente do fogo como instrumento de manejo.

Palavras-chave


Queima; Manejo do pasto; Vantagens; Desvantagens.

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Revista de Ciências Agroveterinárias (Rev. Ciênc. Agrovet.), Lages, SC, Brasil        ISSN 2238-1171