Análise quali-quantitativa da arborização urbana em Lages, SC

Érica Moraes dos Santos, Bárbara Dal-Bó da Silveira, Anieli Cioato de Souza, Veronica Schmitz, Ana Carolina da Silva, Pedro Higuchi

Resumo


O estudo objetivou caracterizar quali-quantitativamente a arborização do centro da cidade de Lages, SC. Para isso, foram amostradas 32 ruas, onde todos os indivíduos arbóreos com CAP (circunferência a altura do peito, medida a 1,30 m do solo) igual ou maior que 15 cm foram identificados, mensurados e avaliados. As espécies foram classificadas como nativas da região de Lages ou exóticas. Foram calculadas a Equabilidade de Pielou (J) e o índice de Shannon-Wiener (H’). Os resultados demonstraram que apenas 37,5% das ruas (12) estavam arborizadas, onde foram inventariados 149 indivíduos pertencentes a 13 espécies. Das espécies encontradas, somente três (23,08%) são nativas da região de Lages, enquanto que 10 são exóticas (76,92%). Houve uma distribuição irregular de indivíduos por espécies, resultando em alta dominância (J = 0,49), com grande abundância, principalmente, de Ligustrum lucidum W.T. Aiton. A alta porcentagem desta espécie, associado ao baixo número de espécies plantadas na arborização, contribuiu para a baixa diversidade (H’ = 1,25). A maioria das espécies é de grande porte e, no futuro, os indivíduos dessas espécies podem causar problemas de interferências nos elementos urbanos. No momento da avaliação, 6,04% das árvores estavam causando interferência no trânsito de pedestres, 0,67% nos muros, 8,05% na fiação elétrica e 28,86% na calçada. O uso de espécies inapropriadas ao ambiente de vias públicas contribui para esse padrão.

Palavras-chave


Diversidade; Espécies arbóreas; Planejamento da arborização urbana.

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Revista de Ciências Agroveterinárias (Rev. Ciênc. Agrovet.), Lages, SC, Brasil        ISSN 2238-1171