Crescimento inicial, produção e qualidade de frutos de macieiras submetidas a irrigação e fertirrigação

Maêve Silveira Castelo Branco, Gilberto Nava, Paulo Roberto Ernani

Resumo


O presente trabalho objetivou avaliar o desenvolvimento inicial da macieira, os aspectos nutricionais, qualidade dos frutos em função da forma de aplicação dos fertilizantes e da adição ou não de água via irrigação. O experimento foi conduzido em São Joaquim durante as estações de crescimento 2012/2013 e 2013/2014 em pomar implantado no ano de 2011 com a cultivar ‘Kinkas’, sobre porta-enxerto Marubakaido com interenxerto M-9, na densidade de 1.666 plantas ha-1. Utilizou-se o delineamento experimental de blocos ao acaso, com oito repetições dos seguintes tratamentos: T1 – adubação convencional; T2 – irrigação + adubação convencional; T3 - irrigação + fertirrigação; e T4 - fertirrigação. Através da média das leituras diárias dos tensiômetros, e a curva de retenção de água no solo foi determinada a necessidade de irrigação e o tempo de aplicação. Em 2012, foram aplicados 27 kg ha-1 de N, e na safra seguinte 100 kg ha-1 de N e 150 kg ha-1 de K2O. A adubação foi parcelada em três aplicações para T1 e T2, e seis aplicações quinzenais para T3 e T4, no período de novembro a janeiro. Durante o período experimental foram observados vários períodos de déficit hídrico. O uso de irrigação e/ou fertirrigação não influenciou o desenvolvimento inicial de macieiras. Não houve acréscimo nos teores foliares e da polpa dos frutos para os nutrientes avaliados em resposta ao uso de irrigação para a macieira. A avaliação dos frutos demonstrou que a adubação convencional apresentou maior firmeza de polpa. Os frutos do tratamento irrigação + fertirrigação apresentaram o maior peso médio, porém a produtividade não diferiu entre os tratamentos. A fertirrigação demonstrou ser a melhor forma de aplicação de fertilizantes, mas mesmo assim é necessário aprimorar as doses e períodos de aplicação para obter máxima eficiência produtiva.

Palavras-chave


Déficit hídrico, composição mineral, Malus domestica Borkh.

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DOI: http://dx.doi.org/10.5965/223811711512016034

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Revista de Ciências Agroveterinárias (Rev. Ciênc. Agrovet.), Lages, SC, Brasil        ISSN 2238-1171