Novas Fronteiras, Novos Territórios da Arte, do Design e da Moda

O impacto da obra ou do objeto artístico nas sociedades está sempre em questão. A partir da segunda metade do século XX os lugares da arte, do design e da moda apresentam fronteiras menos definidas porém, é nesse mesmo século que a preocupação com a recepção se intensifica. A relação de mediação entre o homem e a sociedade implicou em uma nova dimensão do pensar, produzir e agir do artista/designer no contemporâneo, atuando por meio da ressignificação dos objetos, das possibilidades de interação com o publico/observador e, produzindo uma nova visibilidade dos processos artísticos e de cultura visual. Um convite à participação sensível do outro. E hoje, quando nos atemos a refletir sobre o processo de ensino aprendizagem (formal ou não formal) que tipo de experiência estaríamos oferecendo, estaríamos convidando o “outro” a partilhar/viver conosco uma aprendizagem, uma interação, criação ou intervenção? A experiência estética é, nessa perspectiva, um encontro com o outro, um “outro” significativo, matéria (pedra, aço, vidro, têxtil, pincel, tinta), em que ambos se tornam inseparáveis, ideação, produção e recepção. Processos que vão além das formas tradicionais de exposição, museus e galerias e nos convidam a romper com a observação passiva tornando-nos atores, participantes e estesiados, seja na performance, nas  poéticas visuais, na cenografia, no cinema, nos desfiles e nas demais linguagens artísticas, no design e na moda.

O presente dossiê receberá artigos que discutam o lugar da arte, do design e da moda na construção do sujeito, o ensinar X o aprender, concepção e recepção, metodologias de ensino específicas, locais ou regionais. Para a sessão Aberturas Transversais, serão aceitos relatos de experiência por um artista/professor, entrevistas sobre os “modos de ensinar” e aprender, resultados dos processos criativos e produtivos sob assistência em comunidades isoladas, dentre outros pertinentes à temática.